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Crise atual do petróleo supera as de 1973, 1979 e 2022 somadas

IEA: crise de petróleo atual é mais grave que as de 1973, 1979 e 2022 somadas, com maior efeito sobre países em desenvolvimento e inflação mundial

Diretor executivo da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol, durante uma coletiva de imprensa em Istambul, Turquia, em 12 de março de 2026
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  • Fatih Birol, chefe da Agência Internacional de Energia (IEA), disse que a crise atual de petróleo e gás, em função do bloqueio do Estreito de Ormuz, é mais grave do que as crises de 1973, 1979 e 2022 juntas.
  • Países europeus, Japão, Austrália e outros devem sofrer com a situação, mas as nações em desenvolvimento estão em maior risco, com possível alta de preços e inflação.
  • Membros da IEA concordaram em liberar parte das reservas estratégicas de petróleo, processo que já teve início e continua.
  • O Irã bloqueou quase integralmente o tráfego pelo Estreito de Ormuz em retaliação a ataques de Israel e dos Estados Unidos, elevando os preços de energia.
  • O Estreito de Ormuz é rota por onde passam cerca de 20% do petróleo e do gás mundial.

A crise atual de petróleo e gás, desencadeada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, é considerada pela IEA a mais grave desde 1973, 1979 e 2022 somadas. Fatih Birol, diretor da agência, afirmou ao Le Figaro que o mundo não vivia uma interrupção de tal magnitude.

Birol destacou que países europeus, Japão, Austrália e outros enfrentarão dificuldades com o aumento dos preços. Segundo ele, as nações em desenvolvimento estão em maior risco, com impactos sobre alimentos, energia e inflação.

A decisão tomada recentemente pelos membros da IEA foi liberar parte das reservas estratégicas de petróleo. Parte já havia sido liberada, e o processo continua, conforme afirmou Birol.

O bloqueio ocorre em resposta aos ataques na região, com o Irã restringindo quase totalmente o tráfego pelo Estreito de Ormuz, pela rota que transporta cerca de 20% do petróleo e do gás mundial. A medida elevou os preços da energia.

Impacto geopolítico e econômico

Países europeus, Japão e outros mercados devem enfrentar volatilidade nos preços e menor oferta por tempo indeterminado, segundo a IEA. O centro da preocupação permanece na região do Oriente Médio, onde conflitos afetam fluxos comerciais.

Especialistas apontam que o efeito é maior sobre economias em desenvolvimento, com pressões adicionais sobre o custo de alimentos e energia. Analistas de mercados seguem monitorando as reservas e a resposta de políticas públicas.

Medidas adotadas pela comunidade internacional

A IEA confirmou a liberação gradual de reservas estratégicas, com coordenação entre países-membros. A medida busca aliviar a pressão sobre preços while os eventos no Oriente Médio se desenvolvem e as negociações continuam.

Autoridades regulatórias e governos avaliam cenários de contenção de preços, além de medidas para manter a continuidade de suprimentos críticos. Movimentações de curto prazo incluem ajustes de tarifas energéticas e incentivos à eficiência.

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