- A eletrificação com custos menores de instalação, como a solar, está tornando a eletrotech mais viável, apesar de o upfront ter sido tradicionalmente alto para países de renda baixa. A SolarPower Europe aponta que a energia solar economizou à Europa mais de € cem milhões por dia desde 1 de março, totalizando mais de € três bilhões.
- Itália está adiando o fechamento permanente de usinas a carvão, enquanto a Espanha tem visto estabilidade no preço da eletricidade graças ao aumento de capacidade eólica e solar desde 2019.
- Segundo a SolarPower Europe, a energia solar tem poupado a Europa de grandes importações de combustíveis fósseis, contribuindo para o ganho econômico até o momento.
- Um relatório da Ember aponta que mais de setecentos milhões de pessoas ainda não têm eletricidade, e que o grupo Climate Vulnerable Forum (CVF), com setenta e quatro países, enfrenta desafios como baixa capacidade estatal e custo alto de endividamento para seguir o modelo fossilista.
- A Ember afirma que há um caminho alternativo: eletrotech mais barato, amplamente disponível e escalável, que pode levar independência energética e crescimento. Metade dos países do CVF já supera, em demanda, a penetração solar dos Estados Unidos, e metade já está eletrificada.
O texto analisa como os custos da energia solar caem e quanto isso pode mudar o cenário energético global, especialmente para economias emergentes. Dados recentes apontam que a eletrificação via electrotech ganhou impulso, apesar de históricos obstáculos de custo inicial.
Segundo a SolarPower Europe, a adoção de energia solar reduziu o consumo de combustíveis fósseis na Europa, gerando economia de mais de €100 milhões por dia desde 1º de março, totalizando acima de €3 bilhões. O relatório também destaca estabilidade relativa dos preços de energia na Espanha, com expansão de capacidade eólica e solar desde 2019.
Um estudo do think tank Ember aponta que a eletrificação em economias emergentes enfrenta barreiras antigas, com mais de 700 milhões de pessoas sem eletricidade e vulnerabilidade a apagões. Na prática, 74 países membros do Climate Vulnerable Forum representam mais de 20% da população, mas menos de 5% do PIB global em demanda por energia.
A Ember descreve uma mudança de paradigma: a eletrificação por meio de electrotech torna-se custo-efetiva, mais acessível e escalável, abrindo caminho para independência energética. O analista Daan Walter destaca que a crise energética atual expõe a fragilidade do modelo baseado em combustíveis fósseis para países dependentes de importação.
Para reduzir o capital inicial, a solar fotovoltaica passa a exigir menos recursos upfront que combustíveis fósseis. Sistemas solares off-grid e baterias já costumam superar a extensão de redes em comunidades distantes, e tecnologias de uso final, como bombas de calor e e-scooters, registram quedas de preço entre 30% e 95% na última década.
A adoção de electrotech avança rapidamente entre os países do CVF, com cerca de metade das nações já superando a demanda de eletricidade dos EUA em termos de penetração solar, enquanto metade avança também na electrificação, segundo Ember. A organização cita benefícios como independência energética e potencial para crescimento econômico.
Sara Jane Ahmed, diretora executiva do CVF-V20, enfatiza que a transição para energias limpas coloca países vulneráveis no centro de uma mudança histórica. Ela aponta que electrotech oferece oportunidades de prosperidade climática sem depender de combustíveis importados, contribuindo para a estabilidade econômica a longo prazo.
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