- O governo Lula pretende limitar o endividamento de quem participar do novo Desenrola Brasil, barrando o acesso às bets (casas de apostas) e a apostas digitais.
- A medida foi apresentada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após reunião com a bancada do PT, como forma de evitar novo endividamento após renegociação.
- Durigan disse que as medidas serão definidas nos próximos dias e que o uso do FGTS para pagar parcelas renegociadas está em avaliação, em parceria com o Ministério do Trabalho.
- O Desenrola Brasil será direcionado a linhas de crédito mais caras, como rotativo de cartão, cheque especial e CDC, para oferecer condições melhores aos endividados.
- Dados da CNC apontam que o endividamento das famílias atingiu o maior patamar da série histórica em março, reforçando o diálogo sobre as medidas.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira, 7 de abril de 2026, que o governo pretende limitar o endividamento posterior de brasileiros que aderirem ao novo Desenrola Brasil. A restrição envolveu barrar o acesso a casas de apostas, as bets, para participantes do programa de renegociação de dívidas.
Durigan destacou que a medida busca evitar que famílias se endividem de forma recorrente após renegociarem pendências. A ideia é estabelecer uma contrapartida que reduza a dependência de crédito em linhas consideradas de maior risco, como apostas digitais, com recuperação de renda estável. O ministro não estabeleceu cronograma de implantação.
Durante a reunião com a bancada do PT no Congresso, o ministro explicou que as ações serão definidas nos próximos dias e podem incluir o uso do FGTS para subsidiar o pagamento de parcelas renegociadas. A avaliação ocorreu em conjunto com o Ministério do Trabalho e Emprego, que analisa a higidez do fundo.
Desenrola Brasil: foco nas linhas de crédito mais caras
O Desenrola Brasil será voltado a linhas de crédito mais onerosas, como o rotativo de cartão de crédito, o cheque especial e o CDC. Segundo Durigan, essas modalidades são consideradas problemáticas e exigem renegociação com condições que ajudem as famílias a sair de situações de endividamento.
A equipe econômica apresentou ao presidente Lula o esboço inicial das políticas que pretendem adotar para reduzir o endividamento. O ministro indicou que haverá mais de uma linha de renegociação destinada a famílias, trabalhadores informais, microempreendedores individuais e pequenas empresas, com condições facilitadas.
A CNC informou que o endividamento das famílias atingiu patamar histórico em março, refletindo dados de monitoramento do Banco Central sobre o comprometimento de renda. Durigan citou esse contexto para justificar a necessidade de oferecer saídas viáveis e com deságio, evitando novas inadimplências.
Contexto e próximos passos
Durigan relacionou as medidas aos resultados positivos da economia sob o governo Lula, enfatizando a necessidade de traduzir esses ganhos em melhora efetiva de vida para a população. O ministro reiterou a importância de conter gastos herdados de gestões anteriores, como precatórios e despesas com governadores, para estabilizar a trajetória fiscal.
Além disso, o ministro afirmou que as ações para enfrentar o aumento de preços de combustíveis, querosene e botijão de gás seguem como prioridade, com foco em reduzir impactos sobre consumidores e setores afetados. A definição final sobre prazos e instrumentos deverá ser anunciada em breve.
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