- O governo vai elevar a alíquota do imposto sobre cigarros de 2,25% para 3,5% para financiar a isenção dos tributos do querosene de aviação e do biodiesel.
- A estimativa é de que a medida reúna cerca de R$ 1,2 bilhão nos próximos dois meses.
- A ação faz parte de esforços para conter a alta dos combustíveis causada pela guerra no Oriente Médio.
- A economista Carla Beni afirma que só saberemos se a arrecadação aumenta ou se o consumo cai daqui a dois meses, caso haja aumento de preço ou não.
- O caminho para avaliar o efeito depende de cenários econômicos e eventuais impactos até o ano eleitoral.
O governo brasileiro anunciou uma medida para enfrentar a alta dos combustíveis causada pela guerra no Oriente Médio. A novidade envolve o aumento do imposto sobre o cigarro para financiar a isenção de tributos sobre o querosene de aviação e o biodiesel.
A alíquota do imposto sobre os cigarros passará de 2,25% para 3,5%. A equipe econômica estima uma arrecadação adicional de cerca de R$ 1,2 bilhão nos próximos dois meses.
Entre as avaliações, a economista Carla Beni afirmou que somente em dois meses será possível confirmar se a medida aumenta a arrecadação ou reduz o consumo devido ao preço elevado. A análise considera ainda cenários políticos de aproximação de eleições.
Contexto econômico
A medida busca compensar perdas de arrecadação com a isenção de tributos sobre combustíveis usados no setor de aviação e transporte rodoviário de cargas.
O aumento sobre os cigarros é apresentado como uma fonte temporária para manter estáveis os preços de combustíveis e evitar impactos maiores na inflação, segundo as autoridades.
A discussão envolve efeitos potenciais no consumo de cigarros e no custo de vida, com efeitos que dependem da evolução do conflito e do cenário eleitoral.
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