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IR é 100% automatizado e digitalizado, afirma Receita Federal

Receita Federal afirma que o IR é totalmente digital e automatizado, com quarenta milhões de declarações processadas eletronicamente e sessenta e um por cento pré-preenchidas

Neste ano, 61% dos pagadores de impostos usaram declarações pré-preenchidas
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  • A Receita Federal afirma que o Imposto de Renda é 100% digital e automatizado, com declarações eletrônicas desde 2010 e cerca de 40 milhões processadas sem intervenção humana.
  • Pelo menos 70% das declarações chegam prontas para o contribuinte apenas confirmar, e 61% dos declarantes já usaram o modelo pré-preenchido.
  • A Receita sustenta que o Brasil não está atrasado na automação, citando que a legislação exige validação pelo contribuinte e que há poucos casos de preenchimento manual.
  • Em reunião, o ministro da Fazenda propôs substituir a declaração manual por validação de dados; a Receita afirma que a automação já existe, e a mudança seria mais jurídica que tecnológica.
  • A partir de 2026 houve integração de informações do eSocial aos dados usados nas declarações pré-preenchidas; a OCDE classifica o Brasil entre bons exemplos na prática de automação e digitalização, segundo a Receita.

A Receita Federal afirmou que a declaração do Imposto de Renda é totalmente digital e automatizada, com todas as declarações eletrônicas desde 2010. Segundo Juliano Neves, subsecretário de gestão corporativa, não há processamento manual no fluxo atual.

A declaração já recebe bastantes dados de forma pré-preenchida, e cerca de 40 milhões de entregas são processadas eletronicamente sem intervenção humana. Dados oficiais indicam que 61% dos declarantes utilizaram o modelo pré-preenchido.

Segundo a Receita, o Brasil não está atrasado na automação frente a outros países por causa de diferenças legais. O órgão cita legislação complexa, necessidade de validação pelo contribuinte e casos de divergência apenas quando há malha fina.

Desempenho e debates sobre automação

O portal Poder360 usou relatório da OCDE para classificar o nível de automação como baixo a médio, mas a Receita rebate a leitura, dizendo que o conceito de automação empregado é inadequado.

A matéria também aborda o uso de informações do eSocial a partir deste ano, o que pode provocar divergências, segundo o subsecretário. A Receita sustenta que isso não configura erro, apenas fricção normal.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, propôs em reunião ministerial um modelo em que o contribuinte apenas valide dados, o que a Receita considera uma visão diferente de automação. A Fazenda publicou nota sobre reduzir a necessidade de declarar o IR.

O que vem pela frente

A Receita afirma que o objetivo é ampliar a confiabilidade da pré-preenchida e incluir mais dados, com melhoria gradual a cada ano. A expectativa é que a pré-preenchida aumente, reduzindo a necessidade de ações por parte do contribuinte.

A instituição destaca que o Brasil é visto pela OCDE como um caso de referência em governo digital, com avanços como o uso de dados de terceiros e integrações que reduzem intervenções manuais, ainda que haja espaço para aperfeiçoamentos.

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