- O Senado japonês aprovou o orçamento estatal para 2026 no valor de ¥122,3 trilhões (€664 bilhões), o maior da história do país.
- A aprovação ocorreu após o governo ter que recorrer a um orçamento de emergência em 30 de março, pois o plenário não aprovou o texto antes de 31 de março.
- A Câmara baixa já havia aprovado o orçamento em 13 de março, mas a maioria na casa alta ficou aquém do necessário para o voto final.
- O pacote inclui ¥39 trilhões (€211,7 bilhões) para seguridade social, representando cerca de 32% do total, além de medidas como ensino médio gratuito e refeições escolares públicas.
- Também prevê ¥8,8 trilhões (€47,7 bilhões) para defesa, com aumento de ¥300 bilhões em relação ao ano anterior; críticos apontam riscos de endividamento elevado e pressão sobre a inflação e o iene.
O parlamento japonês aprovou o orçamento estadual para 2026, no valor de ¥122,3 trilhões, aproximadamente €664 bilhões. A medida é a maior despesa já registrada no país. O governo busca uma política fiscal expansionista.
A decisão ocorreu após a Câmara alta aprovar o texto, divulgado nesta terça-feira. O orçamento já havia recebido o aval da Câmara baixa em 13 de março, controlada pela LDP, a base do governo.
Antes, o Executivo precisou usar um orçamento-ponte de emergência em 30 de março, já que a alta não aprovou o orçamento completo a tempo do fim do ano fiscal.
Contexto econômico e impactos
O pacote inclui ¥39 trilhões para seguridade social, cerca de 32% do total. Também há ¥700 bilhões para ensino médio gratuito e merenda em escolas públicas.
Outros ¥8,8 trilhões vão para defesa, ante ¥8,5 trilhões no ano anterior. Investir em defesa é uma meta explícita do primeiro-ministro Sanae Takaichi.
Analistas alertam que o volume de gastos elevará ainda mais a dívida pública, já acima de 250% do PIB. O país enfrenta inflação, volatilidade cambial e uma renda de juros em ascensão.
Críticos veem riscos à estabilidade de preços e à normalização da política monetária, com o iene em fraqueza frente a moedas de referência. A estratégia permanece sob escrutínio de mercados.
Entre na conversa da comunidade