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Quão grave será a crise de combustível de jato na Europa?

Crise do combustível de aviação na Europa se agrava com a suspensão do Estreito de Hormuz, elevando preços em noventa e cinco por cento e potencialmente reduzindo oferta e voos

In this Jan. 15, 2015 file photo, a new Qatar Airways Airbus A350 approaches the gate at the airport in Frankfurt, Germany.
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  • O preço do combustível de jato subiu 95% desde os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.
  • O fechamento efetivo do estreito de Hormuz restringiu o fornecimento global, elevando as preocupações com o abastecimento de jet fuel na Europa.
  • Restrições de viagem em aeroportos italianos acendem o alerta de que o problema pode se espalhar por mais aeroportos da União Europeia.
  • A Scandinavian Airlines (SAS) anunciou o cancelamento de pelo menos mil voos em abril devido aos altos custos do combustível.
  • Analistas veem maiores impactos em áreas com menos capacidade de refino doméstico; a Europa já depende de estoques emergenciais e de volumes que devem chegar ao continente até cerca de 10 de abril.

O preço do combustível de aviação na Europa subiu 95% desde o início dos ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. A ação levou ao fechamento efetivo do Estreito de Hormuz, rota crucial que movimenta cerca de 20% das exportações globais de petróleo, pressionando os mercados de energia e elevando tarifas de voo, sobretaxas de combustível e reduções de capacidade.

Analistas alertam que, sem novos suprimentos, a situação pode se agravar em abril e maio. A Agência Internacional de Energia (IEA) prevê escassez de jet fuel, principalmente devido ao bloqueio logístico na região. A ampliação de restrições pode afetar voos na Europa, já sob observação de eventuais impactos.

O cenário já afeta operações aéreas: a SAS anunciou o cancelamento de pelo menos 1.000 voos em abril. Especialistas destacam que a extensão do aperto depende da capacidade de os países assegurarem suprimentos e de a Europa gerenciar estoques com maior eficiência, diante de reservas de emergência acionadas pela IEA em março.

Quem está envolvido

  • Fontes técnicas: George Shaw, analista da Kpler, aponta que o bloqueio de Hormuz retirou mais de 20% do abastecimento global de jet fuel utilizado no transporte marítimo. Shaw também cita que quase metade das importações navais de EU-27 e Reino Unido passam pela rota.
  • Instituições: IEA, Argus Media e a Comissão Europeia acompanham o escoamento, estoques e medidas de coordenação entre estados-membros. A Comissão enfatiza a necessidade de diálogo entre Estados-Membros antes de se considerar medidas de pooling ou solidariedade.

Quando e onde ocorrerão os impactos

  • A chegada dos últimos carregamentos pelo Estreito de Hormuz está prevista para os portos europeus por volta de 10 de abril, ressalva a Argus Media. A partir daí, a disponibilidade física de jet fuel pode ficar mais incerta caso a rota permaneça fechada ou não haja rotas alternativas viáveis.
  • No curto prazo, países com maior capacidade de refino doméstico, como Alemanha, Itália, Espanha e Países Baixos, devem enfrentar menos gravidade nos impactos, se conseguirem manter estoques estáveis.

Medidas e respostas previstas

  • A Europa depende de estoques de emergência e de reforços de produção de jet fuel pelas refinarias locais, com atenção especial a como as cadeias de suprimento conseguem resistir no curto a médio prazo.
  • A Comissão Europeia informou que ainda não dispõe de uma visão consolidada sobre o volume de jet fuel disponível por país e que, na próxima reunião de coordenação, serão discutidas estratégias coordenadas.

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