- Stellantis estuda ampliar o conteúdo local nos carros Leapmotor que serão produzidos em Goiana, Pernambuco, a partir do próximo ano, com motor flex nacional.
- Os SUVs Leapmotor B10 e C10 devem começar a ser montados em Goiana a partir de 2027, inicialmente em CKD (kits prontos) e depois em SKD com tecnologia REEV.
- A linha de montagem pode evoluir para incluir outras etapas locais, como estamparia, no futuro, ainda que não neste momento.
- Quando a Leapmotor usar motores da Stellantis, os veículos passam a ser considerados nacionais; hoje os motores são importados.
- No primeiro trimestre, a Stellantis registrou cerca de 174 mil veículos emplacados no Brasil, com 29,1% de participação de mercado; na América do Sul, foram 232 mil unidades e 21,2% de participação.
A Stellantis confirmou planos de produzir no Brasil os modelos da Leapmotor, com montagem em Goiana, Pernambuco, a partir do próximo ano. A iniciativa prevê uso gradual de componentes locais, com motor flex nacional nos carros da marca chinesa.
A parceria entre Stellantis e Leapmotor é administrada por meio de uma joint venture que já detém direitos exclusivos de produção, exportação e venda da Leapmotor fora da China. O objetivo é ampliar a participação da empresa no mercado sul-americano.
O CEO global da Stellantis, Antonio Filosa, esteve em São Paulo para apresentar o projeto. Ele destacou a presença da Leapmotor com atuação de longo prazo no Brasil e a meta de ter uma marca chinesa com atuação de 50 anos no país.
Isonomia
De acordo com Herlander Zola, CEO da Stellantis para a América do Sul, a produção local deverá iniciar no primeiro trimestre do próximo ano, com a linha de montagem evoluindo conforme a tecnologia REEVE for integrada aos veículos.
Os SUVs Leapmotor B10 e C10 devem começar a ser produzidos em Goiana a partir de 2027, inicialmente no sistema CKD. A partir da adoção de motores Stellantis, os carros passarão a ser considerados nacionais.
Filosa comentou ainda que, em etapas futuras, pode haver maior integração local, como estamparia. Ele ressaltou, porém, que esse processo não está planejado para o momento.
Carro ‘popular’
O executivo citou a evolução de preços no segmento de entrada. Enquanto o Mobi tinha custo em torno de R$ 50 mil há três anos, hoje fica próximo de R$ 80 mil, sem alterações na margem, apenas no custo de produção e inflação.
Filosa apontou que custos estruturais e regulatórios influenciam os preços. Mesmo assim, destacou o ambiente positivo para o Brasil, com 174 mil veículos emplacados no primeiro trimestre e 29,1% de participação de mercado.
Na visão da Stellantis para a região, o desempenho no Brasil e na América do Sul, com 232 mil unidades no período, sustenta a liderança em mercados estratégicos como Brasil e Argentina.
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