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Banco Central espera aporte dos acionistas do BRB, diz Galípolo

Banco Central aguarda aporte dos acionistas do BRB para recompor patrimônio e ampliar provisão relacionada ao caso Master, alvo de investigação

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi convidado pela CPI do Crime Organizado para explicar a atuação do Banco Central no caso Master
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  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que aguarda decisão do governo do Distrito Federal e dos acionistas do BRB para resolver problemas contábeis do BRB após o caso Master, incluindo um aporte para ampliar seu patrimônio.
  • Também aguarda que o BRB realize uma provisão no balanço para cobrir perdas esperadas com fraudes envolvendo créditos do Banco Master.
  • O BC identificou créditos podres do Master durante a negociação de compra pelo BRB em 2025, quando o BRB assumiu R$ 12,2 bilhões em carteiras.
  • O BRB apresentou, em fevereiro, um plano de capital para recompor o balanço e reforçar a liquidez, mas o banco não divulgou o balanço de 2025.
  • O BC explicou que não pode indicar ativos para compensar os do Master; caso haja desfazimento da operação, o BRB deverá registrar uma provisão adicional no balanço.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse na CPI do Crime Organizado que aguarda decisão dos acionistas do BRB (Banco de Brasília) e do governo do Distrito Federal para solucionar problemas contábeis gerados pelo caso Master. A instituição precisa de aporte para ampliar seu patrimônio.

Galípolo afirmou que o BC quer uma provisão no balanço do BRB para cobrir perdas esperadas com créditos do Master. A solução, segundo ele, depende dos acionistas, não de liquidez imediata.

O BC apontou que detectou créditos podres do Master durante a negociação de compra pelo BRB, em 2025. O BRB já tinha adquirido carteiras de 12,2 bilhões de reais, elevando a preocupação com o balanço da estatal.

O presidente do BC ressaltou que não compete à autoridade indicar quais ativos devem compensar perdas do Master. A ideia é que o BRB desfaça fraudes e substitua ativos, conforme avaliação contábil.

Como os ativos propostos pelo BRB para desfazer o negócio não podem ser usados, o BC aponta a necessidade de uma nova provisão a ser reconhecida no balanço. O BRB não divulgou o balanço de 2025.

A CPI investiga o que houve no caso Master, que envolve fraudes e possível delação premiada, com desdobramentos para o governo e o Judiciário. O relator é o senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

Daniel Vorcaro, fundador do Master, foi preso pela segunda vez e é investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos. O caso motivou investigações no Congresso e na Polícia Federal.

Galípolo participou de reunião fora da agenda pública em 4 de dezembro de 2024 no Planalto, com Vorcaro, Lula e outras autoridades. O BC informou que não comentou o encontro com o então presidente do BC.

O BC também acompanha investigações que resultaram em rombo no FGC, estimado em quase 52 bilhões de reais. O BC ouve como testemunha, reforçando o clima de apuração sobre irregularidades no sistema financeiro.

Caso Master levou ainda a investigações envolvendo servidores do BC, com a CGU abrindo processos administrativos. A PF atua em uma segunda frente, de natureza criminal, sobre os fatos.

O BRB apresentou, em fevereiro, um plano de capital para recompor o balanço e reforçar a liquidez. Contudo, permanece o risco de liquidação pela autoridade monetária caso não haja solução viável.

A operação envolve atores de Brasília e impactos relevantes para a autonomia financeira do BC e para a gestão de crises no sistema financeiro, com desdobramentos políticos e legais em curso.

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