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Dólar despenca ao menor nível em dois anos e Bolsa bate recorde após trégua entre EUA e Irã

Moeda americana recuou 1,01% frente o real, a R$ 5,10. Já o Ibovespa superou patamares históricos no fechamento e durante a sessão.

Imagem colorida de maços de notas de dólar norte-americano
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  • O dólar caiu 1,01% frente ao real, cotado a R$ 5,10 nesta quarta-feira (8/4), com a mínima atingida em R$ 5,06.
  • O Ibovespa fechou em alta de 2,11%, aos 192.236,62 pontos; no intraday chegou a 193.759,02 pontos, nível histórico.
  • O movimento teve como pano de fundo o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, anunciado por o presidente Donald Trump, com duração de duas semanas.
  • O petróleo caiu forte: Brent para junho recuou 13,29%, para US$ 94,75, e o WTI para maio caiu 16,41%, para US$ 94,41, ainda acima de patamar pré-guerra.
  • Analistas destacam que a fraqueza global do dólar favoreceu moedas emergentes; bancos, varejo, construção e educação lideraram os ganhos, enquanto Petrobras recuou com o recuo do preço do petróleo.

O dólar teve queda expressiva frente ao real, recuando 1,01% e sendo cotado a R$ 5,10 nesta quarta-feira (8/4). A sessão mostrou a menor cotação desde maio de 2024, com a moeda chegando a R$ 5,06 na mínima do dia. O dia foi marcado por movimentos de ajuste no câmbio e nos juros.

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 2,11%, aos 192.236,62 pontos, conquistando novo recorde intrínseco, superando a marca de 191.440,40 atingida em fevereiro. Até as 10h13, o pregão atingiu 193.759,02 pontos, outro patamar histórico no intraday.

A animação nos mercados decorreu do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, na noite de terça (7/4). A pausa prevista para durar duas semanas aumentou o apetite por ativos de risco e reduziu a demanda por porto seguro.

Paralelamente, o petróleo passou por ajustes relevantes: o Brent para junho caiu 13,29%, para US$ 94,75, enquanto o WTI para maio recuou 16,41%, para US$ 94,41. Mesmo assim, os preços não retornaram aos níveis pré-crise, quando estavam próximos de US$ 70.

Geral do mercado global e impactos no Brasil

Mercados globais registraram ganho ante o cessar-fogo, com o Stoxx 600 fechando em alta de 3,88%. Frankfurt, DAX subiu 5,06%, Londres ganhou 2,51% e Paris, 4,49%, reforçando o humor de risco.

Segundo Bruno Shahini, especialista da Nomad, o enfraquecimento global do dólar favoreceu moedas emergentes e o real ganhou destaque pela combinação de fluxo para a bolsa e juros reais elevados. O câmbio ficou próximo das mínimas, com investidores encerrando posições defensivas.

No Ibovespa, a maioria dos ativos subiu, sustentando ganhos com recuo da curva de juros local e melhora do cenário externo. Varejo, construção e educação foram destaques, enquanto bancos também registrararam ganhos; a Vale acompanhou o movimento, mesmo com queda do minério no exterior. A Petrobras, porém, recuou diante da queda do petróleo.

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