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IBP afirma que medidas do governo preocupam e defende estabilidade

Roberto Ardenghy afirma que mudanças regulatórias elevam incerteza entre investidores e podem comprometer aportes, freando a janela de oportunidade setorial

Presidente do IBP, Roberto Ardenghy afirmou que, apesar do cenário internacional favorável, decisões recentes têm provocado incerteza entre investidores e podem comprometer novos aportes no país
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  • O IBP criticou medidas do governo e pediu maior estabilidade regulatória para o setor de energia.
  • O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, afirmou que, embora o cenário internacional seja favorável, decisões recentes criam incerteza entre investidores.
  • Entre as medidas citadas está a taxação de 12% sobre o petróleo, destinada a financiar o pacote para segurar o preço do diesel.
  • Mudanças frequentes nas regras, segundo o IBP, reduzem a previsibilidade e afetam decisões de investimento.
  • Ardenghy disse que o Brasil vive uma “janela de oportunidade” devido a conflitos internacionais e à busca por fornecedores confiáveis, desde que haja segurança jurídica.

O IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás) voltou a criticar medidas do governo nesta quarta-feira, 8 de abril de 2026, durante a Latam Energy Week no Rio de Janeiro. O objetivo é defender mais estabilidade regulatória no setor de energia.

Roberto Ardenghy, presidente do IBP, destacou que, apesar do cenário internacional favorável, iniciativas recentes criam incerteza entre investidores e podem frear novos aportes no Brasil. A fala ocorreu na abertura do evento, que contou com a presença de autoridades e do cônsul-geral dos EUA, Ryan Rowlands.

O dirigente disse que o ambiente mundial aponta para oportunidades, desde que o país tenha um regime regulatório previsível a longo prazo. Mudanças frequentes nas regras, na visão do IBP, reduzem a previsibilidade e afetam decisões de investimento.

Contexto e ações do governo

O IBP apontou especificamente medidas para conter o preço do diesel, como a tributação de 12% sobre o petróleo, citada como parte de um pacote para financiar o aumento da oferta de combustível. A entidade vê risco de que novas alterações elevem a carga tributária e ampliem a intervenção no mercado.

O instituto argumenta que o Brasil pode explorar a janela de oportunidades atual, estimulada por tensões internacionais e pela demanda global por abastecedores confiáveis. No entanto, reforça que esse aproveitamento depende de segurança jurídica estável e de regras claras no longo prazo.

O movimento do IBP reforça a defesa de previsibilidade regulatória para sustentar investimentos no setor de energia, frente a um cenário externo que favorece o país caso haja continuidade institucional favorável. A discussão segue como tema central para investidores e reguladores.

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