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Oncoclínicas adia pagamentos a credores e Fitch rebaixa rating a pré-default

Fitch rebaixa rating da Oncoclínicas a RD(bra) e classifica inadimplência restrita após credores aprovarem adiamento de juros, ampliando crise de governança

Oncoclínicas (ONCO3): dívida de R$ 4,8 bilhões e caixa insuficiente para honrar compromissos
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  • A Fitch rebaixou a Oncoclínicas para inadimplência restrita (RD, “restricted default”) após credores aprovarem o adiamento de juros das debêntures da 9ª e 12ª emissões para 1º de junho; a 3ª emissão ainda aguarda quórum em nova assembleia marcada para 10 de abril.
  • A agência aponta que a reestruturação formal da dívida é o único caminho para recuperação da nota; se a empresa pedir recuperação judicial ou encerrar atividades, o rating cairá ao nível de calote pleno.
  • A companhia tem dívida bruta de 4,8 bilhões de reais, caixa de 218 milhões de reais em setembro de 2025 para honrar cerca de 1,1 bilhão de reais em obrigações de curto prazo, e alavancagem de 8,2 vezes o Ebitda; projeta geração de caixa negativa de cerca de 600 milhões de reais em 2025 e 200 milhões em 2026.
  • No dia do rebaixamento, o presidente do conselho, Marcelo Gasparino da Silva, renunciou; o fundo MAK Capital Fund LP, com 6,3% do capital votante, indicou quatro candidatos para o conselho e condicionou aporte à eleição.
  • O caso é agravado pelo bloqueio de 494 milhões de reais em aplicações no Banco Master, considerado caixa restrito, e pelo atraso na publicação das demonstrações financeiras de 2025, remarcadas para 9 de abril.

A Fitch Ratings rebaixou nesta terça-feira (7) a Oncoclínicas, classificando-a em RD(bra), o que aponta para inadimplência restrita. A razão foi o adiamento do pagamento de juros de duas emissões de debêntures, aprovado pelos credores, com pagamento remarcado para 1º de junho. A empresa enfrenta dívida bruta de 4,8 bilhões de reais e dificuldade de caixa.

A nota indica que a empresa deixou de honrar uma obrigação específica, mas continua operando. A Fitch considera que a única via para recuperação é uma reestruturação formal da dívida. Se houver recuperação judicial ou encerramento, o rating cairá ao nível de calote pleno.

Além do rating, a Oncoclínicas atrasou a divulgação das demonstrações financeiras de 2025, previstas para 31 de março e remarcadas para 9 de abril. A crise de governança se evidencia com a renúncia do presidente do conselho, Marcelo Gasparino da Silva, e a entrada de novo elenco em assembleia marcada para 30 de abril.

Crise de governança e composição acionária

O fundo MAK Capital Fund LP, que detém 6,3% do capital votante, acionou mudanças no Conselho. Foram indicados quatro candidatos a conselheiros, condicionando aporte de recursos à eleição de seus nomes. O cenário é agravado pela cobrança de 494 milhões de reais bloqueados em ativos no Banco Master, que teve liquidação extrajudicial decretada pelo BCB, com recursos classificados como caixa restrito pela Fitch.

Dívida e condições de liquidez

A dívida bruta está distribuída entre debêntures (48%), certificados de recebíveis imobiliários (32%), empréstimos bancários (13%) e aquisições (7%). Em setembro de 2025, a empresa possuía 218 milhões de reais em caixa, frente a 1,1 bilhão de reais de obrigações de curto prazo. A Fitch estima geração de caixa operacional negativa de aproximadamente 600 milhões em 2025 e 200 milhões em 2026.

O que falta para sair do RD

A agência aponta que apenas com uma reestruturação formal a nota pode ser recuperada. Até lá, o rating permanece sob vigilância, com risco de calote pleno caso haja agravamento da situação financeira ou intervenção judicial. A Oncoclínicas afirmou que todos os detalhes sobre a assembleia serão comunicados aos acionistas.

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