- A safra brasileira de soja 2025/2026 deve chegar a 179,7 milhões de toneladas, considerando perdas no Rio Grande do Sul, com ganho de produtividade nacional de 3,69 t/ha.
- Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste puxam revisões positivas, refletindo avanço tecnológico, melhor adaptação climática e expansão da fronteira agrícola.
- 1ª safra (verão) fica em 27,2 milhões de toneladas, 6,6% acima do ciclo anterior, ajudando a abastecer o mercado entre safras.
- 2ª safra (safrinha) é revisada para 106 milhões de toneladas, por atrasos no plantio, revisões de área e risco climático; total da soja fica em 135,7 milhões de toneladas.
- No milho, exportações são revistas para baixo, em 42 milhões de toneladas, com estoques finais elevados; demanda interna aquecida sustenta preços internos.
A safra brasileira de soja 2025/2026 deve alcançar 179,7 milhões de toneladas, segundo estimativas da StoneX para abril. Apesar de quedas no Rio Grande do Sul causadas pelo clima, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste puxam o desempenho nacional. A produtividade média passou a 3,69 t/ha.
A primeira safra (verão) foi revisada para 27,2 milhões de toneladas, alta de 6,6% em relação ao ciclo anterior. O volume reforça o abastecimento interno, principalmente diante da demanda por ração animal, etanol de milho e proteínas, antes da safrinha.
A safrinha, que representa a maior parte da produção, caiu levemente para 106 milhões de toneladas. O recuo ocorre por atrasos de plantio no Mato Grosso e em São Paulo, além de revisões de área e risco climático com chuvas abaixo da média.
O resultado agregado fica em 135,7 milhões de toneladas de soja. O consumo interno é estimado em 65 milhões de toneladas, as exportações em 112 milhões e estoques finais em 6,44 milhões de toneladas.
Panorama externo
O mercado global acompanha a relação entre China e Estados Unidos, com possível reunião diplomática que pode alterar fluxos comerciais entre os dois países.
Perspectiva do milho
As exportações de milho foram revisadas para baixo, para 42 milhões de toneladas, com estoques finais elevados. A demanda interna, aquecida por proteínas e energia, reduz a disponibilidade para exportação e sustenta preços no mercado doméstico.
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