Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

A economia informal da África pode ser a próxima fronteira de investimentos

A economia informal da África emerge como fronteira de investimento, transformando negócios não reportados em portfólios de alto crescimento, mesmo com déficit habitacional no Kenya

©Afolake Oyinloye - Copyright Africanews
0:00
Carregando...
0:00
  • Estima-se que 85% dos trabalhadores na África atuem na economia informal, com negócios operando fora dos sistemas oficiais e transações em dinheiro.
  • A Sango Capital, liderada por Richard Okello, atua com até $1 bilhão para aproximar mercados informais de capital institucional, buscando oportunidades de alto crescimento.
  • A estratégia é transformar a chamada “economia do aperto de mão” em negócios estruturados e investíveis, integrando empresas informais a cadeias de valor formais para reduzir riscos e ampliar retornos.
  • No Quênia, o setor imobiliário cresce cerca de 5,7%, mas persiste um déficit de aproximadamente 2 milhões de unidades, com metas de habitação até 2026 e desafios de custos, financiamento e disponibilidade de terrenos.
  • Em Burundi, o mercado Kigega, em Bujumbura, impulsiona quase 90 negócios liderados por jovens, com mais de $ 20 mil pagos a empreendedores em um mês, com apoio governamental para ampliar acesso a mercados.

O dinheiro que corre pelas ruas não registradas da África não é apenas sombra: é um motor de crescimento ainda não formalizado. Empresas como Sango Capital buscam transformar a chamada “economia handshake” em portfólios verificáveis de alto retorno, conectando negócios informais a capital institucional.

Segundo o cofundador e sócio da Sango Capital, Richard Okello, a firma aloca até 1 bilhão de dólares para converter mercados informais em oportunidades de investimento estruturadas, reduzindo riscos e ampliando escalabilidade no continente.

Apesar do desafio de dados formais, especialistas destacam a resiliência de um mercado onde cerca de 85% dos trabalhadores atuam na informalidade, com transações em cash e redes de confiança. A pergunta agora é como escalar esse modelo.

A guinada para a formalização enfrenta dois caminhos: ampliar a infraestrutura digital para capturar dados e transações, ou avançar com reformas regulatórias que reconheçam os comerciantes informais como agentes econômicos aptos a crédito e investimentos.

Kenya: déficit habitacional persiste

No leste africano, o setor imobiliário do Quênia cresce cerca de 5,7%, mas a demanda supera a oferta. O governo mira habitação mais acessível até 2026, ampliando o papel de parcerias público-privadas.

Entretanto, construtores privados enfrentam custos crescentes, concorrência e dificuldade de obtenção de financiamento. A adoção de modelos de financiamento inovadores é apontada como chave para reduzir o deficit habitacional.

Kenianos ainda veem a aquisição de moradia como desafio, o que reforça a necessidade de políticas públicas eficazes e mecanismos que tornem o crédito mais acessível para famílias de baixa renda.

Burundi: Kigega e a ascensão de jovens empreendedores

Em Bujumbura, o marketplace Kigega oferece plataforma para quase 90 negócios liderados por jovens. A gestão de venda e distribuição permite que criadores foquem na produção.

Com apoio governamental, o projeto já pagou mais de US$ 20 mil a empreendedores em apenas um mês, sinal de impacto rápido em um ambiente de mercado com acesso limitado.

O modelo de Kigega sugere uma via para estruturar negócios informais e facilitar o acesso a mercados, fortalecendo a próxima geração de empreendedores africanos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais