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Ativos iranianos congelados podem ajudar EUA a desbloquear acordo

Ativos iranianos congelados, estimados acima de US$ 100 bilhões, aparecem como demanda-chave nas negociações em Islamabad, influenciando possível acordo e suspensão de sanções

People donate money following a call by Grand Ayatollah Ali al-Sistani to support Iran and Lebanon during the war, Babylon, Iraq, 27 March 2026
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  • Em negociações entre EUA e Irã em Islamabad, Teerã exige desbloqueio de ativos iranianos no exterior, estimados em mais de US$ 100 bilhões.
  • O objetivo é combinar esse desbloqueio com o fim de sanções principais e secundárias impostas aos iranianos.
  • Historicamente, o Irã já teve acesso parcial a recursos congelados em acordos anteriores, como os de 2014 e o JCPOA de 2015.
  • Países como Coreia do Sul e Japão possuem reservas significativas, com operações de bancos e transferências envolvendo outros compradores de petróleo.
  • O pior cenário econômico interno do Irã, com inflação elevada, reforça a importância de acesso a moedas estrangeiras para o regime.

O debate entre Estados Unidos e Irã, que ocorre em Islamabad nesta sexta-feira, deve priorizar o desbloqueio de ativos iranianos no exterior. Teerã exige a recuperação de recursos financeiros congelados há anos, condicionando qualquer acordo a avanços no fim de sanções.

Dados oficiais indicam que o montante congelado supera US$ 100 bilhões, embora o valor exato não seja público. Cercas de restrições de acesso a divisas já provocaram queda da moeda e impactos em operações comerciais iranianas no exterior.

Histórico recente aponta que, em 2014, após acordo provisório, o Irã recebeu parte dos recursos retidos. Em 2015, com o JCPOA, mais de US$ 100 bilhões voltaram a ser acessíveis, caso aceitassem reduções no programa nuclear. As mudanças de política dos EUA, em 2018, reacenderam o bloqueio.

Pares e ativos sob controle estrangeiro

Registros indicam que reservas significativas do Irã estão sob custódia de bancos na Coreia do Sul e no Japão, grandes compradores de petróleo الإيراني. Transações de alguns compradores de óleo em Singapura e nos Emirados Árabes Unidos estariam ligadas a ativos iranianos, segundo a US Financial Crimes Enforcement Network.

O Banco Central do Irã também mantém contas em China, Alemanha, Índia e Turquia. As autoridades iranianas defendem que o desbloqueio é crucial para estabilizar a economia, diante da inflação elevada e das dificuldades de importação.

Ao longo do conflito regional, o tom do governo americano passou a buscar uma saída diplomática que inclua concessões sobre sanções. Questionamentos sobre o papel de aliados na gestão de ativos permanecem, sem confirmação de datas ou condições definitivas.

Contexto econômico iraniano

Antes da escalada do conflito, o Irã enfrentava uma crise econômicahs. Dados oficiais apontam inflação anual acima de 60%, refletem a pressão sobre o rial e o custo de bens básicos. O cenário ajuda a explicar a insistência de Teerã em desbloquear recursos no exterior.

O governo americano tem utilizado sanções para restringir o acesso a reservas em moeda estrangeira. Em paralelo, já houve períodos de acesso limitado a parte dos ativos, sob condições específicas, conforme históricos de negociações anteriores.

As negociações em Islamabad ocorrem em meio a incertezas sobre prazos e mecanismos de verificação. Pequenos avanços poderiam favorecer um acordo mais amplo, mas permanecem as divergências sobre a abrangência de sanções e a supervisão nuclear.

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