- O BTG Pactual anunciou acordo de intenção de compra do Digimais, banco de Edir Macedo, em comunicado divulgado na quarta-feira, 8 de abril de 2026.
- A conclusão depende de tratativas e da aprovação regulatória do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, entre outros fatores.
- Pode ser necessário um acordo com o Fundo Garantidor de Créditos para financiar a transação, e outras instituições financeiras podem entrar na disputa com patrocínio do fundo.
- O Digimais é o antigo Banco Renner, controlado por Edir Macedo desde 2020, que teve o nome alterado; desde dezembro de 2025, o banco é comandado por Aldemir Bendine.
- Em janeiro de 2025 houve uma tentativa de aquisição pelo empresário Maurício Quadrado, que foi cancelada.
O BTG Pactual informou ao mercado na quarta-feira, 8 de abril de 2026, que fechou um acordo de intenção de compra com o Digimais, banco associado ao bispo Edir Macedo. O objetivo é estabelecer um valor referência para a alienação da totalidade das ações do Digimais, em um processo competitivo a ser lançado no momento oportuno. A operação depende de aprovações regulatórias do Banco Central e do Cade, entre outros requisitos.
Segundo o comunicado, o fechamento da transação deverá passar por tratativas adicionais, incluindo alinhamento financeiro com instituições e autoridades competentes. A conclusão do negócio ainda depende de etapas de due diligence, estruturação e aprovação regulatória.
O Digimais é comandado por Aldemir Bendine desde dezembro de 2025. O banco, que teve origem na transformação do antigo Banco Renner em 2020 pelo fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, passou por mudanças de gestão nos últimos anos e tem contado com interesse de potenciais compradores, conforme apuração de veículos de imprensa.
Historicamente, houve tentativas de aquisição do Digimais. Em janeiro de 2025, o empresário Maurício Quadrado anunciou a intenção de comprar o banco por meio de uma injeção de 800 milhões de reais, porém o acordo foi cancelado. O processo atual permanece aberto a possíveis concorrentes, com patrocínio de fundos de garantia em caso de necessidade de financiamento.
O negócio ainda depende de tratativas com o Fundo Garantidor de Créditos e da obtenção de aprovação regulatória, além de eventuais ajustes em termos de financiamento e estrutura societária. A pauta envolve, principalmente, avaliação de valor, condições de venda e impactos regulatórios.
Entre na conversa da comunidade