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Fundadores da Robilant & Voena seguem caminhos separados com seus filhos

Após 22 anos, Robilant e Voena encerram parceria para abrir firmas independentes com a próxima geração

Marco Voena with his children, Virginia and Edoardo
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  • Depois de vinte e dois anos, Edmondo di Robilant e Marco Voena encerram a parceria para lançar duas empresas familiares independentes: Robilant e Voena.
  • Na Robilant, Michele di Robilant assume como diretor da galeria, com foco em programas contemporâneos; na Voena, Edoardo Voena é o diretor da galeria e Virginia Voena, diretora de vendas.
  • Robilant ficará principalmente em Londres; Voena atuará entre Milão e uma galeria em Londres ainda por anunciar (a sede de Dover Street poderá ser transferida). A galeria de Nova York foi fechada.
  • Ambas manterão presença em feiras, com Robilant participando do Nomad Hamptons e Voena de olho em Art Monte-Carlo, no final de abril, seguido pelo Tefaf New York.
  • A Robilant + Voena era conhecida por mesclar Old Masters com arte italiana do século XX e contemporânea; as novas firmas já existiam como entidades independentes desde 2013 (Robilant Fine Art) e 2015 (Voena Fine Art). Uma controvérsia de 2024 sobre alegações de ambiente tóxico foi retirada e encerrada.

Edmondo di Robilant e Marco Voena anunciaram o encerramento da parceria de 22 anos para abrir duas firmas independentes, cada uma com a próxima geração no comando. A mudança envolve a galeria Robilant + Voena (R+V), criada em 2004, que passa a operar sob as estruturas Robilant e Voena, respectivamente.

A transição ocorre com as crianças dos cofundadores assumindo funções de liderança. Michele di Robilant (30) será diretor da Robilant, com foco em programas contemporâneos e desenvolvimento estratégico. Edoardo (33) assume a gestão da Voena, enquanto Virginia (31) passa a diretora de vendas. Pietro Sforza deixará a antiga função para abrir consultoria em Londres.

A Robilant ficará baseada principalmente em Londres, enquanto a Voena atuará entre Milão, sua sede atual na Via della Spiga, e Londres, em espaço ainda a ser anunciado. A galeria de Nova York encerrou as atividades, embora a Voena possa buscar nova sede na cidade. As empresas manterão participação em feiras internacionais.

Nova fase de liderança

A Robilant planeja manter operações enxutas e concentrar a atuação em um único espaço, com expansão gradual em Londres. A Voena manterá a agenda de exibições em grandes eventos, iniciando com Art Monte-Carlo no fim de abril, seguido pela TEFAF New York em maio.

O modelo de negócios preserva a mistura de obras de Velhos Mestres com arte italiana do século XX e contemporânea, característica que permanecerá em ambas as casas. Edoardo afirma que a separação é natural, permitindo crescimento familiar com continuidade, enquanto Virginia coordena as vendas.

Michele di Robilant, que ingressou na R+V há dois anos, descreve o movimento como transição para duas novas firmas, mantendo o legado e abrindo espaço para energia complementar. Ele ressalta interesse em manter operações em Londres e reduzir custos fixos.

Entre os casos envolvendo a antiga parceria, a galeria enfrentou uma acusação de ambiente tóxico em 2024, apresentada pela curadora Virginia Brilliant. A denúncia foi retirada e a disputa foi resolvida, segundo os sócios, que reafirmaram o foco no futuro das duas galerias.

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