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Imposto maior sobre cigarro pode ampliar mercado clandestino, diz indústria

Abifumo afirma que aumento do IPI e do preço mínimo pode ampliar contrabando e fortalecer crime organizado; propõe regulamentação de vapes para ampliar arrecadação legal

Elevação do IPI fez preço mínimo da carteira de cigarros aumentar de R$ 6,50 para R$ 7,50
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  • O Ministério da Fazenda elevou o IPI de 2,25% para 3,5% e o preço mínimo da carteira de cigarros de R$ 6,50 para R$ 7,50, com expectativa de arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão nos próximos dois meses.
  • A Abifumo (Associação Brasileira da Indústria do Fumo) afirma que a medida pode estimular o mercado clandestino e fortalecer o crime organizado, ao aumentar o custo sem reduzir a oferta irregular.
  • A associação propõe regulamentar os dispositivos eletrônicos para fumar, os chamados vapes, atualmente proibidos no Brasil, como forma de compensar a isenção de PIS/Cofins e aumentar a arrecadação.
  • A Abifumo cita estudo da USP que aponta possibilidade de a regulamentação dos vapes gerar cerca de R$ 13,7 bilhões em arrecadação.
  • Segundo o estudo Elasticidades citado pela entidade, após aumento tributário em 2012 a participação do cigarro ilegal subiu de 34% em 2013 para 57% em 2019; hoje o mercado ilegal representa 31% do consumo.

O Ministério da Fazenda anunciou aumento do IPI sobre cigarros e elevou o preço mínimo da carteira, medida que passou a vigorar neste mês. A Secretaria da Receita espera arrecadar cerca de 1,2 bilhão de reais nos próximos dois meses para compensar isenções de biodiesel e querosene de aviação. A reação veio do setor privado, representado pela Abifumo.

A associação sustenta que subir tributos sem medidas para coibir o mercado irregular pode ampliar a violência ligada ao contrabando. Segundo Edimilson Alves, presidente da Abifumo, o reajuste aumenta o custo do produto legal e facilita o espaço para o comércio clandestino, que não possui fiscalização sanitária.

A mudança elevou a alíquota do IPI de 2,25% para 3,5% e levou o preço mínimo da carteira de cigarros de 6,50 reais para 7,50 reais. A iniciativa visa equalizar despesas públicas com isenções, mas gera críticas sobre impactos no consumo e na fiscalização.

Como alternativa, a Abifumo defende a regulamentação dos dispositivos eletrônicos para fumar, os chamados vapes, atualmente proibidos no Brasil. A entidade cita estudo da USP que aponta arrecadação potencial de cerca de 13,7 bilhões de reais com a regulamentação, além de ampliar controle sanitário e restringir venda a menores.

A organização ressalta que a tributação precisa considerar efeitos do contrabando e da atuação do crime organizado. Dados deElasticidades indicam aumento da participação de cigarros ilegais de 34% em 2013 para 57% em 2019, após reajustes tributários, segundo a Abifumo.

Atualmente, estudo citado pela Abifumo, com base em levantamento do Ipec, aponta que o mercado ilegal corresponde a aproximadamente 31% do consumo de cigarros no Brasil. A associação mantém a posição de que regulação e fiscalização devem andar juntas para reduzir a informalidade.

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