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Passagens aéreas no Brasil sobem 31% durante guerra no Irã, aponta pesquisa

Passagens das três maiores aéreas sobem 31% desde março, puxadas pela alta do petróleo e defasagem na transmissão de custos ao consumidor

Com guerra no Irã, passagens aéreas das três grandes companhias do Brasil já subiram 31% em março de 2026, ante a fevereiro, segundo J.P. Morgan
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  • Preços das passagens das três maiores aéreas brasileiras subiram 31% desde o início de março, segundo o banco J. P. Morgan; alta de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior.
  • A alta acompanha o início da crise no Irã e o consequente reajuste do petróleo; analistas dizem que as companhias aumentaram tarifas já antecipando o custo do combustível.
  • A Azul destaca uma defasagem de cerca de 45 dias entre a variação do preço do combustível no mercado internacional e o ajuste local; as distribuidoras também atrasam em média 25 dias o pagamento do querosene de aviação.
  • A Petrobras reajustou o preço do querosene de aviação em 55% a partir de abril; o governo anunciou medidas para conter os custos, incluindo suspensão de PIS/Cofins sobre o QAV e linhas de crédito próximas a 9 bilhões de reais.
  • No primeiro trimestre de 2026, tarifas das três cias subiram 16% frente ao ano anterior; houve recuo em passagens para lazer e alta para negócios; a Latam possui hedge cobrindo 36% do consumo de combustível para 2026.

Aumento nos preços de passagens envolve Latam, Gol e Azul. Dados do banco J. P. Morgan apontam alta de 31% nas tarifas desde o início de março, com ganho de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. A elevação acompanha a alta global do petróleo após o início da crise no Irã.

Especialistas indicam que reajustes eram esperados conforme os preços do combustível de aviação disparam. A diferença entre movimento internacional do petróleo e ajuste local das tarifas pode chegar a 45 dias, segundo o relatório da instituição.

Implicações financeiras e estratégias

A Azul destacou, em apresentação de resultados de 2025, que a defasagem entre preço do QAV e tarifação é positiva, permitindo ajustes proativos. A empresa também citou que distribuidoras adicionam, em média, 25 dias ao pagamento do querosene.

Segundo a Azul, o combustível representa cerca de 30% de suas despesas. Um aumento de 10% no preço do QAV exigiria elevação de 2,5% na receita total. Medidas de redução de custos incluem frotas mais econômicas e ajustes de malha.

Contexto de mercado e apoio financeiro

A Petrobras elevou o preço do querosene de aviação em 55% a partir de abril, seguindo a alta do petróleo. O governo anunciou medidas para mitigar a escalada, com suspensão de PIS/Cofins sobre o QAV e linhas de crédito próximas a 9 bilhões de reais para reestruturação financeira.

O governo também propôs facilitar pagamentos de taxas de navegação e ampliar crédito para companhias aéreas. A cotação internacional do petróleo caiu após Trump anunciar cessar-fogo com o Irã, confirmação posterior pelo regime iraniano.

Panorama por empresa e condições de hedge

No primeiro trimestre de 2026, Latam, Gol e Azul registraram alta de 16% ante o mesmo período de 2025, e 12% frente ao trimestre anterior. Despesas com lazer recuaram, enquanto tarifas de negócios subiram.

Dentre as três, a Latam aparece com a maior proteção contra variação de combustível, já que 36% do seu consumo está coberto por contratos de hedge para 2026. Dados de hedge mostram 48% cobertos no 1º trimestre, 44% no 2º, 31% no 3º e 22% no 4º.

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