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Oncoclínicas busca comprador para hospital no Rio após desistência da Hapvida

Oncoclínicas procura novo comprador para o Hospital Marcos Moraes no Rio após desistência da Hapvida; prazo com Fleury e Porto Seguro vence neste domingo

Empresa atribuiu prejuízo bilionário em 2025 às provisões com Unimed Rio e perdas em depósitos no Banco Master
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  • Oncoclínicas busca novo comprador para o Hospital Marcos Moraes, no Rio, após Hapvida desistir da aquisição no início do ano.
  • CFO Marcel Cecchi informou que a empresa volta o ativo ao portfólio e tenta renegociar o negócio, cuja due diligence levou à desistência do comprador.
  • Dos três hospitais à venda, o Hospital OMC de Uberlândia já foi vendido; o Vila da Serra, em Belo Horizonte, está em fase final de negociação, enquanto Marcos Moraes retorna ao balanço.
  • A empresa encerrou 2025 com caixa de R$ 518 milhões e dívidas de curto prazo de R$ 3,4 bilhões; houve queda de liquidez causada pela inadimplência da Unimed-FERG e pela liquidação do Banco Master.
  • A diretoria negocia com Fleury e Porto Seguro uma joint venture de cerca de R$ 500 milhões para as clínicas oncológicas, com prazo de exclusividade até este domingo.

O grupo Oncoclínicas busca um novo comprador para o Hospital Marcos Moraes, no Rio de Janeiro, após a Hapvida desistir da aquisição no início deste ano. A informação foi confirmada pelo CFO Marcel Cecchi durante a teleconferência de resultados do quarto trimestre.

Segundo Cecchi, o comprador cancelou a operação após a due diligence e o ativo voltou ao portfólio da empresa. A empresa já analisa alternativas para conduzir o desinvestimento nesse ativo, que foi incorporado em 2023 por cerca de R$ 350 milhões.

No cenário financeiro, a Oncoclínicas encerrou 2025 com R$ 518 milhões em caixa, frente a R$ 2 bilhões no início do ano anterior. Dívidas de curto prazo somam R$ 3,4 bilhões, elevando a alavancagem e o risco de continuidade operacional, conforme o balanço divulgado nesta quinta (9).

O balanço aponta piora de liquidez provocada por dois eventos: a inadimplência da Unimed-FERG, que deixou de pagar mais de R$ 800 milhões, e a liquidação do Banco Master, com R$ 430 milhões aplicados pela empresa. Juntos, esses fatores reduziram drasticamente o caixa em 2025.

O CFO informou que uma operação de swap de dívida por participação acionária, anunciada em novembro, não gerou caixa. Não houve entrada de capital na empresa nessa transação, apenas reorganização de dívida.

A Deloitte auditou o balanço com alerta de risco de continuidade e houve reclassificação da dívida para o curto prazo após quebra de covenants. A empresa decidiu migrar a auditoria para a PwC nas próximas demonstrações.

Carlos Gil, CEO há cinco semanas, afirmou que a prioridade é manter a operação ambulatorial em funcionamento. A Oncoclínicas continua avaliando a formação de uma joint venture com Fleury e Porto Seguro, avaliada em R$ 500 milhões, com prazo de exclusividade até este domingo (12).

Entre os ativos da rede, apenas o Hospital OMC de Uberlândia foi vendido e entregue. O Hospital Vila da Serra, em Belo Horizonte, está em fase final de negociação, ainda em due diligence pelo comprador.

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