- São Paulo recebe a 22ª edição da SP-Arte entre 8 e 12 de abril, no pavilhão bienal de Oscar Niemeyer, com mais de 180 galerias, estúdios de design e instituições culturais.
- O evento ressalta a resiliência do mercado latino-americano, impulsionado por crescimento de vendas de galerias brasileiras e interesse global.
- A maioria das obras expostas é de artistas brasileiros, consolidando a SP-Arte como feira com identidade nacional, ainda que haja participação internacional.
- A SP-Arte ampliou o setor de design, passando de 23 para 64 estandes; este ano estreia a seção DesignNOW com dez criadores independentes.
- Curadores de museus estrangeiros, como Jennifer Inacio do Pérez Art Museum Miami, destacam o potencial de inclusão de artistas da América Latina em coleções globais e exposições.
SP-Arte chega à sua 22ª edição em São Paulo, de 8 a 12 de abril, reunindo mais de 180 galerias, estúdios de design e instituições culturais no pavilhão projetado por Oscar Niemeyer, no Ibirapuera. O evento, o maior da cidade e um dos mais observados da América Latina, mostra a força da produção local em meio a um mercado global em recalibração.
A organização funciona com o foco local, mesmo recebendo participantes internacionais. Fernanda Feitosa, fundadora da SP-Arte, destaca a identidade brasileira como alicerce da feira, que mantém conexão com o cenário mundial sem perder a singularidade nacional. A maior parte das obras em exibição é de artistas brasileiros.
A liquidez do mercado na região é tema recorrente entre os participantes. Segundo o último Relatório Global de Mercado de Arte da Art Basel e UBS, houve crescimento de 21% nas vendas de galerias brasileiras em 2025, impulsionado pela demanda de colecionadores locais e estrangeiros.
Balarezo, diretor da Crisis Galería, de Lima, estreante na feira, aponta que estruturas de custo menores ajudam galerias latino-americanas a competir com mercados dos EUA e da Europa. Ele afirma que há valorização de obras latino-americanas por parte de colecionadores internacionais, que passam a reconhecer a diversidade cultural da região.
Para Feitosa, SP-Arte funciona como uma vitrine brasileira, mantendo participação internacional, mas com identidade local muito própria. Agestão vê a cidade de São Paulo como potencial hub internacional de arte, desde que haja condições políticas e estruturais estáveis para sustentar uma esfera de feiras mais amplas.
O recorte regional também se amplia pela presença de novas vozes no design. Desde 2016, o setor aumentou de 23 para 64 estandes, com a criação de DesignNOW, uma seção dedicada ao design contemporâneo brasileiro que reúne dez criadores independentes. A aposta é ampliar o alcance do design nacional dentro da feira.
Entre os especialistas, curadores estrangeiros acompanham o crescimento da cena brasileira com interesse em mostras internacionais. Jennifer Inacio, associada à PAMM, reforça a importância de incluir artistas da América Latina e do Sul Global em museus ao redor do mundo para ampliar o diálogo global.
O perfil internacional da SP-Arte fica evidente na percepção de compradores e assessores. A feira é vista como espaço de encontro entre produção local robusta e interesse de colecionadores, museus e galerias de outros continentes, que veem na diversidade brasileira um diferencial competitivo.
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