- A Suzano informou que os preços globais de papel higiênico, lenços de papel e fraldas devem subir, para cobrir custos maiores de transporte e de químicos, caso a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã persista.
- A empresa, com capitalização de mercado superior a US$ 60 bilhões, é a maior produtora mundial de celulose usada pela Kimberly-Clark.
- A guerra elevou o preço do petróleo e os custos de transporte marítimo, rodoviário e ferroviário, bem como de químicos, o que pode pressionar os preços do papel e a inflação.
- A Suzano diz ter se protegido de algumas matérias-primas, mas enfrenta aumento de custos indiretos com químicos e há impactos no Oriente Médio (Dubai, Abu Dhabi, Barein e Catar).
- A produção da Suzano não seria afetada pela energia, pois é autossuficiente, mas houve mudanças logísticas para o Oriente Médio, com envio via Mediterrâneo e custos de transporte rodoviário pela Arábia Saudita e Jordânia; as ações caíram mais de 15% desde o início da guerra.
A Suzano informou nesta sexta-feira, 10, que os preços globais de papel higiênico, lenços de papel e fraldas devem subir à medida que os custos de transporte e de produtos químicos aumentam, consequência da continuidade da guerra entre EUA, Israel e Irã.
A empresa, que tem capitalização de mercado superior a US$ 60 bilhões, é a maior produtora mundial de celulose para itens como papel higiênico, lenços e embalagens de papel. O cenário internacional de conflito impacta diretamente a cadeia de suprimentos.
Segundo Paulo Leime, diretor-geral da Suzano para Europa, Oriente Médio e África, os custos em toda a cadeia de valor devem subir, pressionando os preços do papel. A crise pode estimular inflação em diversos produtos, além de itens de consumo cotidiano.
Leime ressaltou que a Suzano se protegeu parcialmente contra o aumento de matérias-primas como petróleo, mas destacou que custos indiretos também crescem, principalmente com químicos essenciais à produção de celulose, como soda cáustica e ácido sulfúrico.
O executivo apontou impactos significativos no Oriente Médio, onde a Suzano mantém participação relevante nos mercados de Dubai, Abu Dhabi, Barein e Catar, dificultando operações locais. A situação geopolítica aumenta a volatilidade da demanda na região.
Os preços de energia, especialmente, afetam o setor de celulose, considerado um dos mais intensivos em energia. As ações da Suzano já recuaram mais de 15% desde o início do conflito, refletindo a percepção de riscos no curto prazo.
Leime afirmou que a produção da Suzano não deve ser interrompida pelo aumento da energia, uma vez que as unidades industriais são autossuficientes em energia. Contudo, o custo de combustível representa o principal impacto operacional.
Como ajuste logístico, a Suzano tem reorganizado parte de suas remessas ao Oriente Médio pelo Mediterrâneo, passando pelo Canal de Suez, com uso de transporte rodoviário na Arábia Saudita e na Jordânia, conforme informou o executivo.
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