- Ações imobiliárias na União Europeia subiram 5,5% no quarto trimestre de 2025 frente ao mesmo período de 2024, com aumentos superiores a 10% em diversos países.
- Hungária registrou o maior ganho anual, 21,2%, seguido por Portugal, 18,9%, Croácia, 16,1%, e Espanha, 12,9%.
- Fatores-chave foram melhoria das condições de financiamento e estabilização de juros, que reacenderam a demanda.
- Demanda internacional, turismo e compra de segunda residência impulsionaram gains em Portugal, Croácia e Espanha, principalmente em áreas urbanas e costeiras.
- Entre as grandes economias da UE, Espanha avançou 12,9%; Alemanha subiu 3% e França 1%, com a França ainda em recuperação após quedas anteriores.
O preço das casas na União Europeia subiu 5,5% no quarto trimestre de 2025 ante o mesmo periodo de 2024, segundo dados de Eurostat. Portugal, Croácia e Espanha lideraram altas expressivas, com ganhos superiores a 10%.
Especialistas apontam condições de financiamento mais favoráveis, especialmente juros, como motor da recuperação da demanda. Com a estabilização de Euribor, compradores que adiaram aquisições retornaram ao mercado, impulsionando as negociações.
A liderança do crescimento ficou com a Hungria, que registrou alta de 21,2% no ano, impulsionada por programas de habitação subsidiada e atuação forte de investidores, segundo equipes técnicas.
Portugal, Croácia e Espanha também registraram avanços fortes na zona do euro, com 18,9%, 16,1% e 12,9%, respectivamente. Demanda internacional robusta manteve-se sustentada em áreas urbanas e costeiras.
Em Portugal, fatores como oferta limitada, sobretudo em Lisboa e Porto, e medidas de apoio público ajudaram a manter os preços firmes. A garantia de crédito para jovens compradores foi citada como importante impulsionadora.
Valência e Madrid destacaram-se na Espanha, com demanda externa e turismo contribuindo para o ritmo de alta. Investimentos estrangeiros e crescimento de aluguel de curto prazo pressionaram o mercado.
Entre os demais países com alta acima de 10%, estão Eslováquia (12,8%), Bulgária (12,6%), Letônia (11%), Lituânia (10,8%) e República Tcheca (10,4%). Grandes economias da região também contribuíram para o equilíbrio regional.
No conjunto dos chamados “Big Four” da UE, Espanha liderou o ritmo com 12,9% de alta, enquanto Itália cresceu 4,1%, Alemanha 3% e França apenas 1%. Analistas ressaltam estabilização de demanda frente a margens de crédito mais amplas.
Mercados da Europa Central e Oriental, junto com Ibéria, mostraram desempenho acima da média nos últimos 12 a 18 meses, sustentados por investimento em infraestrutura e fluxos de capital ligados a perspectivas econômicas.
A reportagem indica que a alta ocorreu principalmente em cidades e zonas costeiras, onde demanda turística e de segunda residência permaneceu robusta, mesmo com custos de empréstimo mais elevados. Observa-se convergência entre renda e preço em várias regiões.
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