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Banco Central vê crescimento modesto da produtividade e debate fim da escala 6×1

BC vê crescimento modesto da produtividade desde 2019 e alerta para impactos do fim da escala 6x1, com PEC prevista para votação na CCJ na próxima semana

Manifestantes protestam pelo fim da escala 6x1 com faixas e cartazes. — Foto: Cláudio Pinheiro / O Liberal
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  • Banco Central aponta crescimento modesto da produtividade entre 2019 e 2025, média de 0,6% ao ano, com ganho menor quando excluída a agropecuária (1,1% desde 2019).
  • Em 2020 houve alta puxada pela pandemia, pois a queda de ocupação compensou a redução do Valor Adicionado Bruto.
  • A partir de 2022 a variação acumulada da produtividade ficou praticamente nula; em 2023 houve alta influenciada pela agropecuária, mantendo-se moderada nos anos seguintes.
  • PEC que põe fim à escala 6×1 deve ser votada na próxima semana na Comissão de Constituição e Justiça e, até o fim de maio, no plenário.
  • A Confederação Nacional da Indústria estima queda de 0,7% do PIB com a redução para 40 horas semanais, destacando aumento do custo do trabalho e possível pressão de preços.

Em meio ao debate sobre o fim da escala 6×1, o Banco Central aponta crescimento modesto da produtividade nos últimos anos. O relatório de política monetária, divulgado no fim do mês passado, aponta que, ao excluir a agropecuária, o ganho permanece limitado, em 1,1% desde 2019 (0,2% ao ano, em média).

Sem ganhos de produtividade, a redução das horas trabalhadas pode elevar o custo de produção e pressionar margens empresariais, o que pode refletir em preços, dependendo de fatores como concorrência, demanda e eficiência. O BC ressalta que a produtividade tem contribuído pouco para reduzir custos do trabalho.

Segundo o BC, a evolução da produtividade está ligada a dinâmicas distintas: alta em 2020, devido à pandemia, seguida de queda entre 2021 e 2022, e, em 2023, avanço moderado com destaque para a agropecuária. Outros serviços também mostraram ganho, ainda que limitado.

Analistas ouvidos pelo setor destacam que a qualidade de vida é tema relevante, mas o emprego estava em patamar historicamente baixo. Mudanças na jornada sem apoiar impactos estruturais podem elevar custos e, assim, pressionar preços.

  • Em termos setoriais, a agropecuária foi o principal destaque na melhora da produtividade desde 2019, com efeito combinado de maior produção e menor população ocupada. Outros serviços também contribuíram, segundo o BC.

A CNI estima queda de 0,7% do PIB caso a jornada seja reduzida para 40 horas semanais com salário mantido. A entidade aponta aumento do custo do trabalho, possível recuo de competitividade e menor produção, impactando exportações e importações.

O tema domina o debate político. O presidente da Câmara sinalizou votação da PEC na CCJ na próxima semana e, até fim de maio, no plenário. O governo discute encaminhar texto ao Congresso, defendendo a transformação para 5×2 e jornada de 40 horas sem redução salarial.

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