- O mercado brasileiro de vinhos movimenta cerca de R$ 21 bilhões por ano, com volume de 54 milhões de caixas de nove litros.
- O consumo per capita fica em torno de 3 litros por adulto ao ano, com penetração de cerca de 17% (28–29 milhões de adultos consomem vinho regularmente).
- A premiumização avança: vinhos importados respondem por metade da receita, apesar de cerca de 30% do volume; o vinho de mesa continua representando a maior parte do volume, mas não a maior parte do faturamento.
- A origem dominante é o Chile, seguido pelo Brasil e pela Argentina; França se destaca no segmento de alto valor, com aproximadamente 63% dos rótulos franceses importados acima de US$ 100 por caixa.
- Entre as tendências, espumantes ganham espaço, brancos sobem de peso e há crescimento de categorias sem álcool; regionalmente, Sul lidera o consumo (cerca de 7 litros per capita), e o acordo UE-Mercosul pode reduzir tarifas e impactar margens.
O mercado brasileiro de vinhos segue em expansão, ainda que moderada, após o ajuste observando durante a pandemia. O setor movimenta aproximadamente R$ 21 bilhões por ano e corresponde a cerca de 54 milhões de caixas de 9 litros, com mudanças estruturais no perfil de consumo.
Segundo o CEO da IDEAL.BI, Felipe Galtaroça, houve um recuo após o esforço de estoques durante a crise sanitária, mas já ocorre uma retomada gradual do abastecimento. O cenário atual envolve maior foco em vinhos com maior valor agregado.
Tendências e oportunidades
Especialistas discutiram o tema no evento Vinhos da França: Tendências e Oportunidades, promovido pela Business France e pela Vinexposium. O encontro serviu como prévia de conteúdos que ganharão destaque na Vinexpo Americas, em abril, em Miami.
O consumo per capita fica em torno de 3 litros por ano, com crescimento médio de 3%. Cerca de 28 a 29 milhões de adultos consomem vinho regularmente, em um universo de mais de 160 milhões. Ainda assim, a penetração permanece em torno de 17%, apontando espaço para expansão.
A premiumização é central. O vinho de mesa representa mais da metade do volume, mas responde por cerca de 30% do faturamento. Vinhos importados somam 30% do volume e metade da receita do setor, sinalizando concentração de valor em produtos de maior valor agregado. O Chile lidera as origens no Brasil, seguido por Brasil e Argentina; a França se destaca nos rótulos premium, com 63% de seus vinhos importados acima de US$ 100 por caixa.
Tendências de consumo e região
Espumantes, vinhos brancos e opções sem álcool ganham espaço, com os brancos apresentando crescimento mais estável, alinhado à gastronomia local. O espumante brasileiro tem que competir com preços, fator que pode mudar com eventuais mudanças tributárias, influenciando a percepção de valor e a decisão de compra.
Regionalmente, o consumo permanece concentrado: o Sul registra cerca de 7 litros per capita, seguido pelo Sudeste com 4 litros. Norte e Nordeste ficam abaixo de 2 litros, o que indica espaço para expansão de mercados regionais.
Panorama regulatório e competição
O acordo entre a União Europeia e o Mercosul pode trazer mudanças significativas, incluindo possível redução de tarifas e impacto direto nas margens. A tendência é de rearranjo entre origens, em vez de crescimento rápido do mercado.
No segmento de espumantes, a competição tende a se intensificar. Embora o preço do produto brasileiro seja destaque hoje, alterações tributárias podem reduzir a diferença com rótulos importados, elevando a importância da marca e da origem na decisão de compra.
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