- O Brent ultrapassou US$ 103 por barril nesta segunda-feira, com a crise entre EUA e Irã elevando os preços do petróleo.
- Os EUA devem iniciar o bloqueio naval do Estreito de Ormuz às 10h (horário de Nova York), abrangendo embarcações que entram ou saem dos portos iranianos.
- O executivo Jorge Montepeque, da Onyx Capital Group, afirmou à Bloomberg Television que, se o bloqueio ocorrer, o preço poderia chegar a US$ 140–US$ 150 por barril.
- O bloqueio poderia reduzir o fornecimento global em até 12 milhões de barris por dia, gerando respostas de preço ainda mais voláteis.
- Montepeque criticou a estratégia americana, destacando impactos para a Ásia e para quem depende do petróleo, e disse que os preços podem ficar perto de US$ 100 até o fim do ano se certas ações forem contidas.
O bloqueio naval ao Estreito de Ormuz, caso seja efetivado pelos EUA, pode elevar o petróleo a patamares próximos de US$ 150 por barril, segundo avaliação de um executivo do setor. A afirmação foi feita durante entrevista à Bloomberg Television.
Na manhã desta segunda-feira, o Brent reagiu ao impasse entre Washington e Teerã, operando acima de US$ 103 por barril após a continuidade de negociações sem acordo. O bloqueio entraria em vigor a partir das 10h de Nova York, atingindo embarcações que entram ou saem dos portos iranianos.
Para Jorge Montepeque, diretor administrativo do Onyx Capital Group, a interrupção total do estreito poderia reduzir o suprimento global em até 12 milhões de barris por dia. Ele classificou a situação como uma possível escalada global diante de uma crise regional.
Impacto no mercado e perspectivas
Montepeque destacou que a volatilidade deve permanecer alta, mesmo com movimentos pontuais de preço. Apesar das tensões, o mercado asiático registrou reações relativamente contidas na sessão anterior, diante do cenário de bloqueio potencial.
O executivo afirmou ainda que, se as ações dos EUA forem contidas, os preços podem se manter em torno de US$ 100 por barril até o fim do ano. As declarações foram feitas durante a entrevista com Haslinda Amin.
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