- Cristina Junqueira enfrentou meses de dificuldade para obter um cartão de crédito ao chegar a Miami com o marido e quatro filhos, enfrentando a divisão de private banking.
- O Nubank, cofundado por ela em 2013, obteve aprovação condicional para atividades bancárias nos Estados Unidos e mira operar em até dezoito meses.
- A fintech tem mais de cento e trinta milhões de clientes, com a maioria no Brasil, México e Colômbia; nos EUA, começa do zero em um mercado já competitivo.
- Miami serve como base para o projeto nos EUA; a empresa investe em visibilidade, incluindo o estádio do Inter Miami CF e parceria com uma equipe de Fórmula 1 ligada ao Mercedes, visando atrair imigrantes que enviam remessas.
- Economistas estimam que, até dois mil e trinta, o Nubank poderia alcançar vinte e um bilhões de dólares nos EUA com participação de dois por cento em estados como Califórnia, Texas e Florida, com retorno sobre o patrimônio de vinte por cento.
Cristina Junqueira relatou dificuldades para conseguir um cartão de crédito ao chegar a Miami no ano passado com a família. A experiência ocorreu durante a tentativa de acessar serviços de private banking de uma instituição tradicional, e levou meses para ser resolvida.
A cofundadora do Nubank explicou que a situação a estimulou a entender melhor os entraves do sistema financeiro local. A partir disso, reforçou a estratégia de transformar a experiência dos clientes nos Estados Unidos, país onde a fintech busca presença firme.
O Nubank, criado em 2013 por Junqueira e David Vélez, tornou-se a fintech mais valiosa da América Latina, com uma capitalização de mercado de US$ 72 bilhões. A empresa tem como meta atuar nos EUA sem abrir agências físicas.
Em janeiro, a empresa recebeu aprovação condicionante para atividades bancárias nos EUA, como etapa para obter licença de banco nacional. A expectativa é iniciar operações dentro de 18 meses, conforme o processo regulatório avançar.
Nos Estados Unidos, o Nubank inicia as atividades do zero, mesmo com uma base de clientes que supera 130 milhões no Brasil, México e Colômbia. A presença inicial envolve serviços de cartão de crédito e empréstimos pessoais.
Miami foi escolhida como base devido ao perfil latino da região e por facilitar o contato com imigrantes latino-americanos. A empresa já investiga presença local com equipes e parcerias estratégicas.
O movimento inclui ações para ampliar visibilidade da marca, como participação em eventos esportivos e parcerias com entidades esportivas. A expectativa é conectar clientes americanos aos mercados do Nubank na América Latina.
Analistas percebem potencial de remessas gratuitas entre EUA e países latino-americanos como forma de atrair clientes. Crescimento estimado para o negócio nos EUA pode chegar a dezenas de bilhões de dólares até 2030, conforme participação de mercado.
A projeção inclui foco em regiões com grande população hispânica, como Califórnia, Texas e Flórida, além de ações para atrair uma base jovem e de alta renda nos EUA. A empresa também estuda ampliar a presença física com filiais próximas a centros de tecnologia.
Em resumo, o Nubank continua avançando no plano de operar nos EUA, mantendo foco em serviços financeiros digitais e na construção de uma marca reconhecida entre brasileiros, latino-americanos e demais consumidores interessados em soluções modernas de crédito e pagamentos.
Entre na conversa da comunidade