Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Custos da Long COVID podem chegar a €115,3 bilhões por ano, aponta estudo

Long COVID pode custar até €115,3 bilhões por ano na próxima década, com perdas de 0,1% a 0,2% do PIB na OCDE e em 21 estados da União Europeia

Long COVID continues to affect millions of people around the world.
0:00
Carregando...
0:00
  • Long COVID pode custar entre €58,54 bilhões e €115,3 bilhões por ano nos próximos dez anos em países da OCDE, incluindo 21 Estados-membros da União Europeia.
  • Os custos diretos da saúde para enfrentar a doença devem ficar em torno de €9,5 bilhões anuais até 2035.
  • O impacto no mercado de trabalho já é observado: cerca de um quinto dos trabalhadores com long COVID fica ausente ou menos produtivo.
  • As perdas de PIB podem ficar entre 0,1% e 0,2% ao ano em cenários mais realistas, podendo equivaler a parte do orçamento anual de saúde de alguns países.
  • Além dos sintomas, a infecção pelo SARS‑CoV‑2 aumenta o risco de condições crônicas futuras e impactos no desenvolvimento educacional de crianças, efeitos que podem levar tempo para aparecer.

Long COVID pode custar entre €58,54 bilhões e €115,3 bilhões por ano, nos próximos 10 anos, em países da OCDE, incluindo 21 Estados-membros da União Europeia. O estudo aponta impacto econômico significativo além dos efeitos na saúde individual.

Ao todo, a doença pode reduzir o PIB de forma persistente, com perdas anuais de 0,1% a 0,2% em cenários mais realistas, aproximando-se de orçamentos anuais de saúde de países como Holanda ou Espanha. Até 2035, custos diretos de saúde devem ficar em torno de €9,5 bilhões por ano.

A pesquisa destaca que, além das sequelas, o SARS-CoV-2 aumenta o risco de desenvolver doenças crônicas, como cardiovascular, diabetes e problemas neurológicos, pressionando sistemas de saúde e elevando custos futuros. Também aponta impactos invisíveis ainda não mapeados.

Impactos econômicos

Dados indicam que o alongamento da doença afeta participação no mercado de trabalho, com cerca de 20% dos trabalhadores observados com redução de qualidade ou continuidade de trabalho. Reino Unido traz evidências de necessidade de flexibilidade no ambiente laboral.

O relatório frisa que apenas alguns países possuem planos estruturados de cuidado para esse quadro; Alemanha, França e Países Baixos aparecem entre eles, com ações mais definidas. Reabilitação, diagnóstico aprimorado e suporte social são cruciais.

Em comparação, o custo anual de longo COVID na França ficaria próximo de €2,7 bilhões e na Itália, €4,8 bilhões, segundo o estudo da OCDE. Já o peso econômico relativo ao AVC, na Europa, seria por volta de €60 bilhões.

Segundo os autores, os custos não se resumem à despesa médica, mas sobretudo à redução da participação laboral e à perda de produtividade, refletindo um impacto macroeconômico mais amplo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais