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Receita das exportações de suco de laranja cai quase 30% na safra atual

Receita das exportações de suco de laranja cai quase trinta por cento na safra 2025-2026, com queda no faturamento mesmo com volumes estáveis

Receita das exportações de suco de laranja recuaram quase 30%
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  • A receita das exportações de suco de laranja recuou quase 30% na safra 2025-2026, com queda de 27,1% no faturamento, mesmo com volume estável.
  • O recuo é atribuído ao cenário de preços internacionais mais baixos nesta temporada, segundo a Secex.
  • Os embarques para os Estados Unidos mantêm o ritmo estável, ajudando a manter o volume, mas não evitam a queda de faturamento.
  • Em março de 2026, as exportações para a União Europeia chegaram a 36,9 mil toneladas, com alta de 49,3% frente a fevereiro.
  • Mesmo com o aumento mensal, o estrangeiramento para o bloco não acompanha o desempenho da temporada anterior.

A Receita das exportações de suco de laranja recuou quase 30% na safra 2025-2026, em comparação com o ano anterior, mesmo com a estabilidade no volume enviado ao exterior. O provável motivo é a menor parada de preços no mercado internacional, que pressionou o faturamento total obtido pelo setor brasileiro.

Segundo dados do Cepea, houve queda de 27,1% no valor recebido com as vendas externas, apesar da constância do volume exportado. O recuo reflete o cenário de menores preços internacionais durante a temporada.

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) aponta que a estabilidade do volume não foi suficiente para compensar a queda de preços. O desempenho das exportações para os Estados Unidos aponta para um componente positivo, mas não sustenta a recuperação do faturamento.

Desempenho do mercado externo e trajetória de cada região

O envio de suco de laranja para a União Europeia chamou atenção: em março de 2026, atingiu 36,9 mil toneladas, alta de 49,3% em relação a fevereiro. Mesmo assim, o ritmo de embarques não alcançou o nível da temporada passada, o que compromete o escoamento agregado.

Análises indicam que o cenário de preços internacionais mais baixos, aliado a fatores logísticos e cambiais, pesa sobre a renda do setor. O mercado brasileiro acompanha o desfecho da safra com cautela, enquanto ajustes de preço e demanda seguem em avaliação.

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