- A Amazon anunciou a compra da Globalstar por cerca de US$ 11,57 bilhões, adquirindo operações, infraestrutura e licenças de espectro, com conclusão prevista para 2027.
- A aquisição reforça a aposta da Amazon em internet via satélite e amplia a disputa com a SpaceX, fabricante do Starlink.
- A rede da Globalstar será integrada ao projeto da Amazon, com planos de lançar um sistema próprio de conexão direta com celulares a partir de 2028.
- Os acionistas da Globalstar podem escolher entre US$ 90 por ação em dinheiro ou trocar ações por ações da Amazon; as ações da Globalstar subiram mais de 10% e as da Amazon cerca de 3%.
- Além da compra, a Amazon firmou acordo com a Apple para fornecer conectividade via satélite a dispositivos como iPhone e Apple Watch; a FCC confirmou que irá analisar o negócio.
A Amazon anunciou nesta terça-feira a aquisição da Globalstar por cerca de 11,57 bilhões de dólares. O negócio envolve a compra das operações, infraestrutura e ativos da empresa, incluindo licenças globais de espectro. O objetivo é fortalecer a aposta da gigante em internet via satélite e ampliar a competição com a SpaceX.
Com o acordo, a Amazon planeja integrar a rede de satélites da Globalstar ao seu projeto de conectividade, com a meta de lançar um sistema próprio de conexão direta com celulares a partir de 2028. A operação ocorre em um momento de disputa acirrada com a Starlink, serviço da SpaceX que já tem milhares de satélites em órbita.
Os acionistas da Globalstar poderão escolher receber 90 dólares por ação em dinheiro ou trocar suas ações por papéis da Amazon. A conclusão do negócio está prevista para 2027, sujeita a aprovações regulatórias e outras condições habituais.
Além da compra, a Amazon fechou um acordo com a Apple para fornecer conectividade via satélite a recursos de dispositivos como iPhone e Apple Watch. A Apple já havia investido na Globalstar e utiliza sua rede para funções como envio de mensagens de emergência em áreas sem sinal.
A Amazon já opera o projeto de internet via satélite há cerca de seis anos e já lançou mais de 200 satélites. No entanto, o grupo enfrenta atrasos no cronograma de entrega e expansão da rede.
A operação ainda será analisada pela Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, que sinalizou abertura para a missão. O órgão regulador avaliou o impacto na concorrência e a potencial ampliação do mercado de conexão direta por satélite.
A compra reforça a estratégia de longo prazo da Amazon no segmento de telecomunicações, buscando diversificar serviços e expandir o ecossistema de dispositivos conectados. A disputa com a SpaceX permanece o principal cenário de competição, com avanços tecnológicos e investimentos contínuos.
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