- A CNseg estima crescimento de 5,7% do mercado segurador neste ano, acelerando em relação a 2025.
- Para 2026, a CNseg projeta retração do PIB de cerca de 2% com inflação de 4,08% e Selic ao fim do ano em 12,5%.
- O presidente Dyogo Oliveiradeixa claro que o conflito entre Estados Unidos e Irã pode frear esse avanço, por pressionar a inflação e a atividade econômica.
- A guerra é citada como fator que pode alterar a dinâmica do setor caso haja impactos maiores na economia.
- A CNseg também aponta que a taxação do IOF sobre planos de previdência reduz a captação: em 2025 caiu 20% frente a 2024, e a projeção para 2026 é de queda de 4,5%.
A CNseg projeta que o mercado segurador brasileira deverá crescer 5,7% neste ano. A instituição aponta aceleração frente a 1,8% em 2025 e detalha cenários para o quadro macro. O anúncio foi feito pela Confederação Nacional das Seguradoras nesta quarta-feira (15).
Segundo a CNseg, o desempenho do setor pode‑se manter mesmo com a incerteza no cenário internacional. Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, ressaltou que o conflito entre EUA e Irã pode frear o crescimento caso aumente a inflação e reduza a atividade econômica. A dinâmica da guerra é crucial para as projeções.
Na perspectiva de 2026, a CNseg considera crescimento de cerca de 2% do PIB, inflação em 4,08% e a taxa Selic em 12,5% ao final do ano. Oliveira destacou que a tributação de IOF sobre planos de previdência pesa sobre o desempenho do setor, reduzindo captações. Em 2025, a captação de previdência caiu 20% versus 2024; para 2026, a projeção é de queda de 4,5%.
Impactos e cenários
A associação ressalta que o IOF é o principal fator de pressão sobre a captação de previdência neste período. A CNseg também observa que o incremento da inflação pode afetar a demanda por seguros e o custo financeiro das famílias. O relatório não altera a estratégia de atuação do setor, apenas aponta sensibilidade a fatores macroeconômicos e regulatórios.
A projeção de crescimento do mercado segurador depende, ainda, de fatores internos como regras de regulação, inovação tecnológica e a resposta do mercado a novos produtos. O texto enfatiza a necessidade de monitoramento contínuo das condições econômicas para reajustes futuros.
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