- A indústria automobilística brasileira enfrenta pressão tributária que acelera a transição para veículos elétricos, com foco no Imposto Seletivo (imposto do pecado) que incidirá sobre carros fabricados no exterior e importados.
- A Anfavea discute internamente formas de mitigar a tributação, enquanto há disputa sobre como tratar veículos fabricados na Argentina trazidos para o Brasil, mesmo com o acordo do Mercosul.
- O imposto se aplica a todos os carros importados e pode impedir exceções, com o prazo para o fim do IPI verde terminando em 31 de dezembro de 2026.
- O Brasil tem quase 800 mil carros elétricos e vem expandindo a infraestrutura de recarga, especialmente em São Paulo, onde há cerca de 2.500 pontos de recarga e serviços adicionais em alguns locais.
- Carregadores domésticos (wall box) permitem recarga noturna em 6 a 8 horas; veículos elétricos alertam sobre bateria baixa e podem localizar postos via central multimídia, com carregadores portáteis de emergência entre 2,5 e 3,5 kWh.
A indústria automobilística brasileira está sob pressão tributária que acelera a transição para veículos elétricos. O Imposto Seletivo, conhecido como imposto do pecado, incide sobre carros fabricados no exterior e importados para o Brasil. A Anfavea discute caminhos para mitigar esse tributo, segundo informações do colunista Jorge Moraes.
Moraes apresentou esses desdobramentos na estreia do quadro CNN Turbo, no CNN Prime Time, nesta quarta-feira (15). Em meio ao debate, cresce a dúvida sobre como tributar veículos fabricados na Argentina e trazidos ao Brasil, mesmo com o acordo do Mercosul em vigência. O fim do IPI verde em 31 de dezembro de 2026 é tema central da discussão.
Existe um embate interno na Anfavea entre flexibilizar a tributação de carros importados e manter o que já está consumado. Enquanto isso, o imposto seletivo continuará a tributar todos os carros importados, o que dificulta qualquer exceção para modelos específicos.
No país, a infraestrutura para carros elétricos também avança. Com quase 800 mil veículos elétricos no Brasil, o número de postos de recarga cresce, especialmente em São Paulo, onde se concentra cerca de 30% da frota. São 2.500 pontos de recarga na capital.
As redes de carregamento têm ganhado serviços adicionais, como cafés, espaços de reuniões e áreas para exercícios. Estações de ultracarregamento rápido permitem 40 a 50 minutos de recarga até 80% da bateria, diferenciais que ajudam a ampliar a circulação de EVs.
Entre as referências internacionais, Moraes cita experiências que ajudam a entender o uso de espaços de convivência para usuários de veículos elétricos. Em Nuremberg, na Alemanha, há vantagens para usuários de clubes automotivos, com acesso a coworking e áreas de bem-estar, modelos que o Brasil observa.
Para quem usa EVs, o carregamento doméstico é essencial. As wall boxes permitem recarregar à noite, com média de 6 a 8 horas para uma carga completa, aumentando a tranquilidade para motoristas que percorrem longas distâncias.
Mais que deslocamento, a mobilidade elétrica depende de informação. Carros elétricos fornecem alertas de bateria baixa e apontam pontos de recarga pela central multimídia. Todos vêm com carregadores portáteis para emergências, com velocidade de 2,5 a 3,5 kWh.
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