- Dólar fechou em R$ 4,993, alta de 0,02%, após ter chegado a R$ 5,00 no pregão.
- Bolsa caiu, com o mercado de olho na alta do petróleo, que se aproxima de US$ 100 o barril.
- Bloqueio de passagem de 13 navios pelo estreito de Ormuz ampliou a aversão a risco.
- Prévia do PIB brasileiro mostra crescimento: o IBC-Br subiu 0,6% em fevereiro, frente a janeiro, e avançou 1,9% nos últimos 12 meses.
- Mercado avalia espaço para queda de juros no Brasil, com cautela sobre a atividade econômica.
O dólar comercial fechou em R$ 4,993, alta discreta de 0,02%, após abrir acima de R$ 5,00 com três sessões abaixo desse patamar. A pressão acompanha a alta do petróleo, que se aproxima de US$ 100 o barril no cenário externo, influenciada por negociações entre EUA e Irã para manter a trégua no Oriente Médio. No Brasil, o mercado repercute a prévia do PIB divulgada pelo Banco Central.
A Bolsa de Valores ficou em queda, com investidores de olho no cenário internacional e nos sinais de aquecimento do petróleo. A velocidade da reação refletiu também a incerteza geopolítica e a possibilidade de ajustes de estratégia entre ativos de risco e de proteção. O petróleo opera em patamar elevado, contribuindo para a percepção de volatilidade no curto prazo.
O que está em jogo envolve a evolução das negociações entre EUA e Irã, que influenciam a precificação de commodities e o tom do mercado financeiro. Analistas destacam que o movimento do dólar e da bolsa está atrelado a esse tipo de incerteza geopolítica, que pode manter a volatilidade nos próximos dias.
Entre os fatores domésticos, o Banco Central divulgou a prévia do PIB de fevereiro, o IBC-Br, que mostrou expansão de 0,6% em relação a janeiro. Desempenho positivo na indústria e serviços contrasta com alta modesta na agropecuária, enquanto o indicador acumula alta de 1,9% nos últimos 12 meses.
O mercado avalia ainda se há espaço para queda adicional da taxa Selic, com economistas destacando cautela diante da reversão da atratividade de alguns setores cíclicos. Dados de atividade de fevereiro ajudam a embalar o debate sobre o ritmo do afrouxamento monetário no curto prazo.
Novos desdobramentos aparecem com o caso BRB, após a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente, pela Polícia Federal, no escopo de investigações sobre operações associadas ao Banco Master. O banco público de Brasília passa por escrutínio junto aos investidores, diante de rombo contábil ligado ao processo de liquidação do Master.
Outra frente acompanha a liquidação extrajudicial da Creditag, cooperativa de crédito de Mineiros, em Goiás. O BC decretou a intervenção, citando necessidade de ajustes devido ao balanço de 2025. A instituição possuía depósitos relevantes até o último relatório, e seu encerramento amplia o cenário de reorganização no setor.
Entre na conversa da comunidade