- A equipe econômica propôs meta de superávit primário de R$ 73 bilhões para 2027, equivalente a 0,5% do PIB, incluída no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias encaminhado ao Congresso.
- Se confirmada, será o primeiro saldo positivo das contas federais desde 2022.
- A economista Carla Beni afirma que choques externos estão fora do controle e dificultam obter resultado interno diferente de zero ou positivo.
- O FMI revisou a inflação mundial para este ano em 4,3%, impactando projeções econômicas.
- A reportagem destaca que a guerra no Oriente Médio é citada como um dos fatores que influenciam o cenário inflacionário global.
A equipe econômica do governo federal propôs uma meta de superávit primário de R$ 73 bilhões para 2027, equivalente a 0,5% do PIB. A meta foi incluída no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) encaminhado ao Congresso Nacional.
Caso seja aprovada, a meta representará o primeiro saldo primário positivo das contas federais desde 2022, antes do pagamento dos juros da dívida.
A apresentação ocorreu no âmbito do PLDO entregue ao Congresso. O objetivo é orientar as contas públicas nos próximos anos, em meio a cenários com choques externos que afetam as estimativas.
Contexto externo e impactos
A economista Carla Beni, da Fundação Getúlio Vargas, aponta que fatores internacionais podem influenciar drasticamente os resultados. Segundo ela, choques externos complicam manter números internos positivos ou até superiores a zero.
Dados do FMI sinalizam revisões globais: a inflação mundial para este ano foi ajustada para 4,3%, diferente do que era previsto antes de conflitos no Oriente Médio, o que repercute em planejamentos orçamentários.
A guerra no Oriente Médio e outras conjunturas internacionais aparecem como elementos que podem modificar as projeções macroeconômicas, incluindo crescimento, câmbio e juros, impactando as contas públicas no curto e médio prazos.
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