- A tendência é de que o real fique cada vez mais atrelado ao petróleo, conforme o Brasil aumenta a relevância dessa commodity nas exportações.
- A elasticidade do câmbio diante do preço do petróleo aumentou diante do atual conflito no Oriente Médio.
- A leitura é defendida pelo gerente de pesquisa macroeconômica do Banco Inter, André Valério.
- Valério aponta que o real pode seguir caminhos semelhantes aos da coroa norueguesa, cuja dinâmica é fortemente ligada aos preços do petróleo.
- Em momentos de estresse global, o câmbio brasileiro tende a reagir mais às oscilações internacionais do preço do barril.
A tendência de o real ficar mais atrelado ao petróleo ganhou destaque em análises do Banco Inter, diante do conflito atual no Oriente Médio. O estudo aponta que a elasticidade da moeda brasileira tende a aumentar quando os preços do petróleo sobem.
Quem sustenta a leitura é André Valério, gerente de pesquisa macroeconômica do Banco Inter. Ele diz que a moeda pode acompanhar movimentos da coroa norueguesa, historicamente atrelada aos preços do petróleo.
Contribui para esse cenário o peso crescente do petróleo na pauta de exportações do Brasil. Segundo Valério, a sensibilidade do câmbio brasileiro a choques no petróleo tende a se intensificar em momentos de estresse global.
O analista ressalta ainda que o Brasil passa a observar mais de perto o fluxo de preços internacionais do barril, já que o petróleo ganha relevância estratégica para a balança comercial.
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