- Um terço da população brasileira economizou em 2025 (33%), e 24% disseram ter investido; 10% investiram em produtos financeiros.
- Ao todo, 60,6 milhões de pessoas são investidoras no Brasil, equivalentes a 36% da população.
- Os dados, da nona edição do Raio X do Investidor Brasileiro, mostram estabilidade em relação a 2024, com estimativa de mais 8,7 milhões de novos investidores se as expectativas se confirmarem.
- Sobre reservas financeiras, 31% não têm reserva; 15% possuem entre seis meses e um ano; 12% têm entre um e dois meses, e 12% entre três e cinco meses.
- As fontes de informação mais usadas são YouTube (35%), Instagram (27%) e televisão (21%), com uso crescente de buscadores e portais.
Dois em cada três brasileiros economizaram em 2025, mas apenas 10% investiram em produtos financeiros, aponta a nona edição do estudo Raio X do Investidor Brasileiro, fruto de uma parceria entre Anbima e Datafolha. A pesquisa envolve 5,8 mil brasileiros com 16 anos ou mais e abrange todo o país. O levantamento mostra ainda que 60,6 milhões de brasileiros são investidores, equivalentes a 36% da população.
Os dados indicam estabilidade em relação à edição anterior, mesmo com aumento do endividamento. Segundo Marcelo Billi, da Anbima, o resultado não é ruim, mas aponta que muitos confundem gastos com investimentos, citando imóveis, carros e procedimentos estéticos como exemplos.
Perfil de reserva e atuação dos investidores
Entre os respondentes, 31% não possuem reserva financeira, e 15% têm entre seis meses e um ano. Quase 12% não tem reserva de um a dois meses, assim como 12% entre três e cinco meses. Outros 10% têm menos de uma semana, e 10% conseguem até um mês.
Dentre os que não economizam, a maior concentração pertence às classes D/E (48%) e à geração X (37%). No entanto, 46,1 milhões planejam continuar investindo em 2026, enquanto 14,5 milhões devem deixar de investir. Se esse cenário se confirmar, o Brasil pode registrar 8,7 milhões de novos investidores.
Conhecimento e uso de produtos financeiros
A pesquisa aponta recorde de conhecimento espontâneo sobre produtos financeiros: 43% sabem ao menos um produto. Poupança aparece como o mais conhecido (17%), seguido de títulos privados (14%), ações (10%), fundos de investimento (9%) e moedas digitais (8%).
Entre os produtos efetivamente usados, a poupança lidera com 22%, seguida por títulos privados (7%), fundos de investimentos (5%), moedas digitais (4%) e imóveis (3%), ainda que estes não sejam produtos financeiros. Idade influencia: idosos recorre mais à poupança, jovens diversificam mais os investimentos.
A participação na poupança como investimento caiu de 23% em 2024 para 22% em 2025. Segundo Billi, muitos não se consideram investidores por utilizarem a poupança como conta com rentabilidade automática.
Fontes de informação e orientação
O estudo mostra que 35% buscam informações sobre investimentos no YouTube, 27% no Instagram e 21% pela TV. Buscadores aparecem com 20%, portais e sites com 15%, e WhatsApp com 15%. Jornais e revistas somam 14% e podcasts 13%.
Quanto à orientação, 26% preferem falar com o gerente presencialmente, 18% recorrem a parentes e amigos, e 11% utilizam sites de bancos e apps ou sites de notícias. Geração Z tende a usar mais fontes diversificadas, enquanto boomers dependem mais do gerente.
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