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Câmara forma comissão para discutir novo teto de faturamento do MEI

Comissão especial vai analisar projeto que amplia teto de faturamento do MEI e permite até dois trabalhadores, buscando ampliar empregos e arrecadação

Segundo Motta, apesar do impacto fiscal relevante, a medida tem potencial para estimular a economia - (crédito: Marina Ramos/Camara dos Deputados)
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  • Câmara instalou comissão especial para analisar o projeto que atualiza os limites de faturamento do MEI e de empresas do Simples Nacional, após aprovação de urgência pelo plenário.
  • O texto amplia o teto de receita bruta anual: microempresas até R$ 869,4 mil, empresas de pequeno porte até R$ 8,69 milhões e microempreendedores individuais até R$ 144,9 mil.
  • Se aprovado, o MEI poderá contratar até dois trabalhadores, com contratos que devem respeitar o salário mínimo ou o piso da categoria, incluindo contratação temporária em casos de afastamento.
  • A relatoria fica com o deputado Jorge Goetten; a presidência da comissão será da deputada Any Ortiz; o colegiado deve apresentar parecer sobre o texto.
  • O presidente da Câmara afirma que a medida pode estimular a economia, ampliar empregos, renda e arrecadação, mantendo discussão com responsabilidade e participação dos setores envolvidos.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, instituiu uma comissão especial para analisar o projeto de lei que atualiza os limites de faturamento do microempreendedor individual (MEI) e de empresas enquadradas no Simples Nacional. A proposta já teve urgência aprovada pelo plenário e será debatida em colegiado específico, em Brasília. A medida busca ampliar o tamanho de micro e pequenas empresas e, com isso, ampliar contratações.

Segundo o texto em análise, o teto de receita bruta anual passaria a ser de R$ 869,4 mil para microempresas e de R$ 8,69 milhões para empresas de pequeno porte. Já para o MEI, o novo limite seria de R$ 144,9 mil por ano. Além disso, a proposta altera regras de contratação: o MEI poderia empregar até dois trabalhadores, hoje limitados a um, com salários que devem observar o piso da categoria ou o salário mínimo, incluindo contratação temporária em situações de afastamento legal.

A relatoria ficará a cargo do deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC) e a presidência da comissão será exercida pela deputada Any Ortiz (PP-RS). O colegiado deverá aprofundar o debate e apresentar um parecer sobre o texto. Motta destacou que, apesar do impacto fiscal, a medida pode estimular a economia ao ampliar empregos, renda e arrecadação, mantendo o tema sob discussão com participação dos setores envolvidos.

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