Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ouro recupera papel de ativo-refúgio e o dólar anula ganhos do conflito

Com a reabertura do estreito de Ormuz, o dólar recua e o ouro avança; títulos soberanos caem com expectativa de menor aperto monetário

Un dependiente muestra lingotes de oro en una joyería del Mercado del Oro, en el Old Souk de Dubái (Emiratos Árabes Unidos), el 13 de abril de 2026.
0:00
Carregando...
0:00
  • O ouro recupera o papel de ativo refugio, subindo quase 1,5% para aproximadamente 4.860 dólares a onça, com a queda do petróleo e a Bolsa em alta após a reabertura anunciada do estreito de Ormuz.
  • O dólar recua ante a expectativa de distensão, chegando a 1,18 dólares por euro, o nível mais baixo desde antes da guerra.
  • Em renda fixa, os bônus soberanos caem, com quedas de cerca de 0,1 ponto porcentual em títulos de longo prazo da zona euro e de Reino Unido, França, Alemanha e Espanha; o rendimento espanhol a 10 anos fica próximo de 3,4%.
  • Os contratos futuros começam a precificar menor necessidade de aperto monetário para conter a inflação, com cortes de juros esperados nos Estados Unidos e revisão para baixo na zona do euro.
  • O Banco Central Europeu pode manter a trajetória de aperto mais tarde neste ano, com previsão de taxa ao redor de 2,25%, diante de cenários de menor alta de juros.

O ouro recupera o papel de ativo de refúgio à medida que se intensificam sinais de normalização do custo de energia, influenciando também a rentabilidade da dívida soberana. A reabertura do estreito de Ormuz foi anunciada nesta tarde por Donald Trump e pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, com aplicação imediata e validade de 10 dias.

Como reflexo, o dólar apresenta queda após ter se fortalecido nos momentos de tensão. A divisa caiu para 1,18 dólar por euro, o menor nível desde a véspera da guerra. O recuo ocorre em meio a expectativa de distensão entre as partes envolvidas no conflito.

O ouro, tradicionalmente visto como ativo de proteção, avançou quase 1,5% e chegou a 4.860 dólares por onça, nível não visto desde meados de março. O metal acumulou perda durante o conflito, associada à maior correlação com as bolsas e à expansão de produtos de investimento em ouro.

Impacto nas bolsas e no petróleo

O recuo do petróleo e a recuperação das bolsas aparecem como efeitos iniciais da reabertura do estreito. A energia mais estável reduz pressões inflacionárias e altera o comportamento de ativos de risco, refletindo em menor apetite por proteção extrema no curto prazo.

Renda fixa e expectativas de juros

Na renda fixa, houve queda de rendimentos de títulos soberanos, com abaixo de 10 pontos base em longos prazos na Alemanha, Reino Unido, França e Espanha. O trecho espanhol a 10 anos fica próximo de 3,4%, ainda acima do nível pré-conflito em cerca de 30 pontos base.

Perspectivas de política monetária

Mercados futuros enxergam menor necessidade de aperto monetário para contornar a inflação, caso o petróleo permaneça estável. Previsões apontam cortes nos EUA e ajustes no BCE, com a taxa principal no bloco europeu recaindo para cerca de 2,0% no final do ano, ante 2,75% projetados anteriormente.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais