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Renegociação de dívidas terá foco em famílias, informais e pequenas empresas

Programa pronto para renegociação de dívidas foca famílias, informais e pequenas empresas, com anúncio possível na próxima semana

Ministro da Fazenda, Dario Durigan | Divulgação/Washington Costa/MF
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  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o programa de renegociação de dívidas já está pronto, dividido em três frentes: famílias, trabalhadores informais e pequenas empresas, e pode ser anunciado na próxima semana após a volta do presidente Lula.
  • A ideia é reduzir dívidas em linhas de crédito caras, como cartão de crédito e Crédito Direto ao Consumidor, transferindo tomadores para opções mais baratas com o governo atuando como garantidor.
  • O objetivo é oferecer garantias para bancos mediante uso de ativos do tomador, como o faturamento, para viabilizar linhas “mais racionais”.
  • Dados recentes apontam alta inadimplência e endividamento, com o rotativo do cartão de crédito chegando a 64,5% em dezembro e o endividamento das famílias em nível histórico, ultrapassando oitenta por cento dos lares em março de 2026.
  • Sobre a pauta externa, Durigan disse que não houve discussões com os Estados Unidos sobre classificar facções criminosas como terroristas nem sobre a investigação da Seção 301 da autoridade norte‑americana, garantindo que não se use a questão para impor tarifas.

Em Washington, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou hoje que o governo já tem um programa de renegociação de dívidas pronto para ser apresentado. A proposta deve ser dividida em três frentes: famílias, trabalhadores informais e pequenas empresas, segundo ele. A apresentação pode ocorrer na próxima semana, após o retorno do presidente Lula da Silva aos compromissos na Espanha, Alemanha e Portugal.

Durigan explicou que o objetivo é reduzir dívidas em linhas de crédito caros, como cartões e CDC, que não exigem garantias, mas cobram juros elevados. O governo atuaria como garantidor para migrar tomadores para linhas mais baratas e com garantias, como o faturamento da empresa.

Segundo o ministro, a renegociação envolve a transferência de tomadores de crédito para condições financeiras mais racionais, com o uso de garantias dentro de contratos com bancos. O foco é reduzir o custo relativo do crédito ao consumidor.

Contexto econômico

Dados recentes apontam alta inadimplência associada a crédito caro, com a Selic em patamar elevado. A depender do cenário, o crédito rotativo é apontado como principal vilão do endividamento familiar, elevando o custo financeiro para famílias.

A inadimplência com o rotativo do cartão de crédito atingiu 64,5% em dezembro do ano anterior, conforme levantamentos de mercado. O juros médio da linha de crédito rotativo é considerado um dos mais elevados do sistema financeiro.

O tema ganhou atenção de Lula, que pediu soluções para melhorar a qualidade de vida da população diante de indicadores econômicos desfavoráveis. Em 2026, o endividamento atingiu patamar histórico em várias estatísticas de consumo.

Divergências internacionais

Durigan também confirmou que, em reuniões bilaterais com autoridades dos EUA, não houve discussão sobre classificar facções criminosas como organizações terroristas. A pauta seguia o foco em comércio, não em intervenção externa.

Sobre a investigação norte-americana de práticas comerciais brasileiras, o ministro disse que o tema envolve o Itamaraty e o Ministério da Justiça. O governo brasileiro contesta distorções que possam justificar tarifas.

Durigan avaliou que a apuração não deve servir de platforma para agressões comerciais ou a imposição de tarifas sem base sólida. O processo envolve a Seção 301 da legislação norte-americana e cita o Pix entre mecanismos cobrados.

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