- Pressões por crédito mais caro, exigências regulatórias e mudanças nas cadeias produtivas transformaram a sustentabilidade em um fator econômico para empresas, impactando custo, risco e acesso a mercados.
- Empresas com maior exposição a riscos climáticos ou cadeias pouco rastreáveis já enfrentam condições de crédito mais restritivas e cobrança maior de investidores; acesso a mercados depende de origem, rastreabilidade e conformidade regulatória.
- Quem se posiciona cedo na transição tende a capturar valor; quem reage depois pode ficar em desvantagem, especialmente quem exporta ou depende de cadeias globais.
- O Brasil tem vantagens como matriz energética relativamente mais limpa e bioenergia, mas o risco é não traduzir isso em escala, produtividade e inovação.
- O Horizons – Inovabilidade em Ação acontece nos dias 6 e 7 de maio de 2026, em São Paulo; evento reúne empresas, investidores, setor público e startups para discutir a transição sustentável, com participação gratuita.
A sustentabilidade deixou de ter apenas perfil reputacional e passou a influenciar custos, riscos e acesso a mercados. A afirmação é de Monica Kruglianskas, diretora de Sustentabilidade e Parcerias da FIA Business School, em entrevista ao Poder360. Ela aponta impactos diretos em crédito e competitividade.
Segundo a especialista, empresas mais expostas a riscos climáticos ou com cadeias menos rastreáveis enfrentam condições de crédito mais restritivas e maior cobrança de investidores. A origem de produtos passa a exigir comprovação, rastreabilidade e conformidade regulatória.
Além disso, o acesso a mercados internacionais depende de evidências de origem, o que leva empresas a reorganizar cadeias produtivas. Quem se posiciona cedo pode capturar valor; quem reage tarde tende a ficar em desvantagem.
Horizonte Horizons 2026
O Horizons – Inovabilidade em Ação, que ocorre nos dias 6 e 7 de maio de 2026 em São Paulo, reúne empresas, investidores, setor público e startups para discutir transição sustentável. A agenda Foca em energia, finanças, infraestrutura, tecnologia e bioeconomia.
Kruglianskas ressalta que o Brasil tem ativos relevantes, como matriz energética mais limpa e potencial de bioenergia. O desafio é transformar essas vantagens em escala, produtividade e inovação para não perder competitividade.
A profissional destaca que o principal gargalo hoje é a coordenação entre políticas públicas, financiamento e execução privada. A integração entre atores é vista como requisito para ampliar a eficiência da transição.
Serviço: o evento é gratuito e as inscrições estão abertas no site do Horizons. A edição de 2026 promete evidenciar a evolução da transição de iniciativas isoladas para ações integradas.
Fonte: entrevista concedida ao Poder360, com foco na visão de Monica Kruglianskas sobre impactos econômicos da sustentabilidade.
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