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BRB teria coberto buraco do Master desde 2024, conforme diálogos de Vorcaro

Diálogos revelam que BRB aportou recursos ao Master desde 2024 para evitar crise de liquidez, com risco de uso de depósito compulsório se BRB não aportar

O banqueiro Daniel Vorcaro sendo transferido para Brasília na sua segunda prisão pela Polícia Federal
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  • Diálogos inéditos indicam que o BRB aportou recursos ao Master já a partir de agosto de 2024 para conter a crise de liquidez da instituição de Vorcaro.
  • As conversas mostram que os aportes foram feitos por meio da cessão de carteiras de crédito consignado, cédulas de crédito bancário e outros investimentos.
  • Em setembro de 2024, Vorcaro indicou que poderia usar o “depósito compulsório” do Master para cobrir contas caso o BRB não dividisse recursos; a ideia era viabilizar os recursos com urgência.
  • A partir de julho de 2024, o Master passou a vender carteiras ao BRB, e, em janeiro de 2025, começou a repassar cartas de Tirreno, empresa apontada pela polícia como fachada para fraudes.
  • Antes do anúncio oficial da compra pelo BRB, o Master já havia transferido cerca de R$ 4,6 bilhões ao BRB em vinte contratos, em janeiro, fevereiro e março de 2025; o acordo de aquisição de R$ 2 bilhões foi anunciado em março de 2025, mas foi vetado pelo Banco Central em setembro de 2025.

Diálogos obtidos com exclusividade pelo Estadão mostram que o Banco BRB precisou aportar recursos ao Master desde meados de 2024 para evitar a falência, conforme relatos veiculados. A divulgação coincide com o anúncio, em março de 2025, da oferta de compra do Master pelo BRB.

As conversas envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro e outros sócios do Master. Segundo os diálogos, o BRB utilizou carteiras de crédito consignado e outros investimentos para manter a instituição de Vorcaro à tona. A prática ocorreu ao longo de 2024 e início de 2025.

A polícia federal e as autoridades investigam denúncias de fraude na aquisição de carteiras do Master, avaliadas em 12,2 bilhões de reais. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso na quarta fase da Operação Compliance Zero, com suspeitas de corrupção.

O BRB não divulgou comentários oficiais sobre o conteúdo das mensagens; Vorcaro está preso desde 4 de março, em negociação de delação premiada, segundo fontes. A defesa de Costa não respondeu aos pedidos de comentário.

De acordo com as investigações, até o fim de 2024 o Master repassava carteiras ao BRB com lastro, mas, a partir de 2025, houve alegadas fraudes para viabilizar novos aportes. Em agosto de 2024, o Master já vendia ativos ao BRB para sustentar a liquidez.

Entre setembro de 2024 e janeiro de 2025, Vorcaro ressaltou a necessidade de usar recursos do Master, incluindo o chamado depósito compulsório, para cobrir as contas caso o BRB não aportasse. A prática envolve mecanismos regulatórios para manter a liquidez do banco.

No âmbito da operação, o anúncio da compra de fatia do Master pelo BRB foi feito em 2025, mas o Banco Central acabou vetando a operação em setembro daquele ano. As autoridades continuam apurando a relação entre as empresas e a legitimidade das transações.

Segundo o controle patrimonial, o Master teria repassado 4,6 bilhões de reais ao BRB em 20 contratos entre janeiro e março de 2025, antes da conclusão da operação de aquisição. As investigações apontam para uma rede de estruturas de fundos de investimento para desviar recursos.

As informações indicam um quadro complexo de irregularidades envolvendo dirigentes do Master, do BRB e terceiros. A apuração pública prossegue para esclarecer a real natureza das operações e responsabilizar os agentes envolvidos.

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