- TSMC teve receita de US$ 35,9 bilhões e lucro de US$ 18,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026, com a área de computação de alto desempenho (inclui IA) respondendo por 61% da receita.
- Nvidia registrou receita de US$ 68,1 bilhões no último trimestre e US$ 215,9 bilhões no acumulado anual, sendo o segmento de data centers responsável por mais de US$ 62 bilhões no trimestre.
- Samsung Electronics projetou lucro operacional de US$ 37,9 bilhões no primeiro trimestre de 2026, aumento de 755% na comparação com igual período de 2025, atingindo pela primeira vez mais de US$ 50 trilhões de won de lucro operacional e de US$ 100 trilhões de won em receita no empregado trimestre, puxado pela divisão de semicondutores.
- A demanda por chips de IA continua acima da oferta, levando a planos de expansão com novas fábricas de tecnologia de três nanômetros em Taiwan, EUA e Japão, além de ampliar linhas existentes.
- Intel e AMD aparecem como players relevantes, com a Intel enfrentando desafios de competitividade e a AMD mantendo crescimento em data centers e IA; resultados de ambas esperados nas próximas semanas para sinalizar próximos passos do setor.
A discussão sobre uma eventual “bolha da IA” segue presente, mas os resultados financeiros sugerem o oposto. Empresas do setor apresentam crescimento sólido, acima das expectativas e com demanda robusta por chips de IA. O ritmo atual aponta para continuidade de ganhos no curto prazo.
Entre as gigantes, o valor de mercado mostra magnitudes recordes: TSMC em US$ 1,64 trilhão e Nvidia próximo dos US$ 4,82 trilhões. AMD e Intel permanecem relevantes, com patamares acima de centenas de bilhões de dólares. A presença dominante de IA é evidente nos resultados.
TSMC
A TSMC, maior fabricante de chips por contrato, registrou receita de US$ 35,9 bilhões e lucro de US$ 18,2 bilhões no 1º trimestre de 2026, recorde histórico. Computação de alto desempenho, incluindo IA, representou 61% da receita, ante 46% em 2024.
Para 2026, a empresa mantém expectativa de crescimento acima de 30% na receita, sustentado pela demanda por chips avançados. No entanto, a produção não acompanha plenamente a demanda, pressionando oferta e levando a planos de expansão.
A fabricante investe na ampliação de capacidade com novas fábricas de 3 nm em Taiwan, EUA e Japão, além de adaptar linhas existentes. A gestão também cita riscos externos, como o aumento de custos relacionados a insumos no cenário geopolítico atual.
Nvidia
A Nvidia é a principal beneficiária da demanda por IA. No último trimestre, a receita atingiu US$ 68,1 bilhões, alta de 73% ante o mesmo período de 2025. O acumulado anual soma US$ 215,9 bilhões, alta de 65%.
A área de data centers respondeu sozinha por mais de US$ 62 bilhões no trimestre, sustentando o crescimento. Chips para treinamento e execução de modelos de IA representam a maior fatia da receita, superior a 90%.
Samsung Electronics
A Samsung Electronics registrou lucro operacional de US$ 37,9 bilhões no 1º trimestre de 2026, incremento de 755% frente ao mesmo período de 2025. O resultado ficou acima das projeções do mercado, marcando virada após fracionamento na divisão de semicondutores.
A empresa consolidou marcas de memória voltadas a IA e data centers, ultrapassando pela primeira vez 50 trilhões de won de lucro operacional e 100 trilhões de won em receita em um único trimestre. A performance foi puxada pela área de semicondutores.
Intel e AMD
A Intel encara dificuldades em recuperar competitividade na fabricação de chips avançados, mas apresenta sinais de melhoria recente. AAMD mantém trajetória de crescimento, expandindo presença em data centers e IA, com dependência da capacidade produtiva da TSMC ainda evidente.
Resultados da Intel e da AMD devem sair nas próximas semanas, com impactos esperados na percepção do setor. A divulgação de dados serve para indicar se o ritmo de demanda por IA se manterá em 2026.
Observação
As informações destacam desempenho financeiro e projeções de empresas-chave do setor de semicondutores e IA. Dados referem-se a resultados trimestrais e indicadores de produção, sem juízos de valor sobre o mercado. Fontes incluem comunicados oficiais das empresas e cobertura de mercado.
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