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Argentinos recorrem à carne de burro após inflação do boi atingir 55%

Inflação de carnes na Argentina atinge 55,1% em março e empurra consumo de carne de burro como alternativa às proteínas bovinas

Preço das carnes e derivados teve alta de 8,4% em março de 2026 em comparação ao mês de fevereiro
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  • No mês de março, a inflação anual de carnes e derivados na Argentina subiu 55,1%, maior nível desde abril de 2025.
  • O preço do quilo da carne moída passou de 10.324 pesos na Grande Buenos Aires para 12.528 pesos na Patagônia.
  • Em reportagem da La Nación+, argentinos passaram a consumir carne de burro, vendida como alternativa mais barata.
  • A carne de lhama tem sido avaliada como opção por quem busca proteínas a preços mais baixos, segundo o Clarín.
  • O IPCVA aponta alta de 10,6% nos preços da carne bovina em março, com preço médio de 18.514 pesos; alta de 68,6% em 12 meses.

A escalada nos preços da carne bovina tem levado os argentinos a buscar alternativas proteicas. No fim de semana, uma reportagem da TV La Nación+ mostrou uma repórter experimentando carne de burro, vendida como opção mais barata. A notícia surge no contexto de inflação anual de carnes e derivados de 55,1% em março, o maior índice desde abril de 2025.

A publicação também cita que, segundo o IPCVA, o preço da carne bovina subiu 10,6% em março frente a fevereiro, com valor médio de 18.514 pesos. O aumento mensal foi superior ao observado em janeiro e fevereiro. O indicador aponta alta de 68,6% em 12 meses, definido a partir de dados de 30 mil preços em diversas regiões.

O produtor rural Julio Cittadini aparece nas reportagens defendendo a venda de carne de burro como alternativa à proteína bovina, destacando sabor, nutrição e qualidade. A informação é veiculada pelo veículo argentino e pelo jornal Clarín, que apontam popularização de carnes alternativas diante da elevação de preços.

Alta de preços na Argentina

Entre os estados, a inflação de carnes varia de 33,1% na Patagônia a 61,5% no nordeste. Em março, o quilo da carne bovina ficou em 10.324 pesos na Grande Buenos Aires e atingiu 12.528 pesos na Patagônia. Em reais, o custo em Buenos Aires fica próximo de 37,31 por quilo.

Carne de burro e aprovação regulatória

A reportagem menciona que a comercialização nacional depende da aprovação do Senasa, órgão sanitário argentino. O La Nación aponta que a carne de burro seria uma solução frente à crise de criação de ovelhas, com vendas relatadas em açougues locais. Uma comerciante afirmou que o estoque acabou em apenas três dias.

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