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Chieko Aoki: cada empresa deve encontrar soluções de escala no 6×1

Chieko Aoki aposta na flexibilidade das escalas na hotelaria diante da 6×1, alertando que padronização pode prejudicar mães que trabalham e elevar custos

Chieko Aoki, da Blue Tree Hotels
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  • Chieko Aoki, fundadora da Blue Tree Hotels, defende que cada empresa encontre suas próprias soluções para a escala de trabalho, preservando flexibilidade e evitando uma regra única (5×2 em vez de 6×1).
  • A empresária afirmou que a rede já testou diferentes arranjos de jornada, priorizando necessidades de funcionárias com filhos; uma padronização rígida pode atrapalhar rotinas já funcionando.
  • Embora a mudança possa aumentar custos trabalhistas, não haverá repasse automático aos hóspedes; a estratégia envolve reduzir margem, ajustar operação e transparência com a equipe.
  • Aoki também rejeita compensar custos maiores com salários mais baixos para novos contratados, destacando a importância de manter atendimento de qualidade para não perder clientes.
  • Em desempenho, a Blue Tree mostrou recuperação pós-pandemia, com crescimento de reservas diretas em 2025 e perspectiva de 30 hotéis em operação nos próximos dois anos, impulsionada pelo agro no Centro-Oeste e em cidades com atuação de produtores.

Chieko Aoki, fundadora e presidente da Blue Tree Hotels, afirma que a mudança da escala 6×1 para 5×2, em debate no Congresso, pode desorganizar arranjos que favorecem mulheres com filhos que trabalham na rede. A executiva defende que cada empresa encontre suas próprias soluções, mantendo a flexibilidade na gestão de jornadas.

Aoki aponta que a rede já testou formatos variados internamente, considerando as necessidades das funcionárias com filhos, que hoje têm folgas prioritárias aos fins de semana. Ela sustenta que a padronização rígida pode prejudicar rotinas já eficientes.

Para a Blue Tree, a transição tende a elevar custos trabalhistas, mas não significa repassar esses valores aos hóspedes. Aoki propõe reduzir margens, ajustar operações e manter transparência com a equipe sobre a adaptação, sem comprometer qualidade.

Escassez de mão de obra

Mesmo com bons resultados, a empresária descreve dificuldades para contratar, fenômeno global pós pandemia. As pessoas querem viajar, mas não atuar no atendimento direto ao público, afirma. Aoki cita resistência de profissionais a jornadas presenciais.

A executiva relaciona a mudança de comportamento ao avanço do trabalho remoto e da automação, que teriam reduzido o interesse pelo contato humano constante. A Blue Tree investe em treinamento intenso por meio da Academia de Excelência.

Setor aquecido

Apesar do aperto na oferta de mão de obra, a demanda por serviços de padrão superior segue aquecida. Segundo Aoki, a rede superou o desempenho pré-pandemia impulsionada por viagens a trabalho, congressos e eventos. Em 2025, as reservas diretas cresceram 33,74% frente a 2024; receitas de grupos subiram 16%.

No primeiro trimestre de 2026, houve alta de 13% na ocupação de grupos, +15% na diária média de clientes diretos e +57% na receita de reservas pelo site próprio. Aoki destaca que muitos clientes corporativos preferem serviços de alto padrão com tarifas mais equilibradas.

Foco no agro

A Blue Tree amplia atuação no Centro-Oeste, especialmente em cidades ligadas ao agronegócio. Em 2025, a rede passou a operar um hotel em Sorriso (MT), cidade com forte presença de produtores rurais e profissionais qualificados. Aoki enfatiza o dinamismo local e o perfil de hóspedes com estadias mais longas.

A partir dessa experiência, a empresa planeja investir em 2026 em hotéis em regiões agroindustriais, expandindo para novas praças no Centro-Oeste e áreas de fronteira agrícola. Atualmente, a Blue Tree soma 22 propriedades e projeta chegar a 30 em operação nos próximos dois anos.

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