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Oportunidades surgem no mercado quando o medo domina, diz Javier Ruiz

Gestor defende value investing na volatilidade: oportunidades aparecem com o medo no mercado e a concentração das big techs no S&P eleva o risco

Entrevista a Javier Ruiz, director de inversiones de Horos AM.
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  • Javier Ruiz, fundador da Horos Asset Management, defende investir em valor para enfrentar a volatilidade e a concentração de ações nos Estados Unidos.
  • O ruído do mercado é visto como oportunidade para o investidor paciente, buscando empresas estáveis, com balanços saudáveis e margem de segurança.
  • A Horos aponta que cerca de quarenta por cento da capitalização do S&P 500 depende de dez compaises, e diz que valuations altos reduzem a rentabilidade a longo prazo; prefere investir na Europa, com valuations mais equilibrados.
  • Oportunidades aparecem em setores penalizados por narrativas negativas, como consultoria ou software, diante de temores com a IA, desde que o impacto seja entendido.
  • Em investimentos de longo prazo, evitar market timing; para iniciantes, fundos são mais sensatos, com foco na Europa e em médias e pequenas empresas; o ouro é reserva de valor, não gera rentabilidade real, e dividendos costumam ser menos eficientes, sendo criado valor a longo prazo o objetivo central.

Javier Ruiz, fundador e diretor de investimentos da Horos Asset Management, defende o investimento em valor como estratégia central. Em meio à volatilidade e à concentração de bolsas, ele aposta na compra de negócios sólidos a preços razoáveis, deixando o tempo atuar.

O gestor revela que o ruído do mercado pode ser uma oportunidade para quem adota a perspectiva de longo prazo. Valorizar empresas estáveis, com balanços saudáveis e gestão alinhada aos acionistas, é a base da abordagem de Horos.

Ruiz aponta que o cenário atual, com guerras, inflação e alta concentração de valor em grandes tecnológicas nos EUA, favorece quem busca oportunidades fora do radar das grandes bolhas. A paciente leitura de jornadas futuras é valorizada.

Concentração de mercado e oportunidades

A participação de menos de 10 companhias na metade da capitalização do S&P 500 preocupa Horos, que prefere Europa por valuations mais equilibradas. O peso das grandes nomes elevadas tende a limitar retornos de longo prazo.

Atualmente, a Horos busca oportunidades em setores malvistos, como consultoria e software, castigados por narrativas negativas sobre IA. Ruiz ressalta que impactos reais podem divergir do medo instalado pelo momento.

A resposta a quedas agudas também é tema: evitar market timing. Se o dinheiro não precisa ser sacado nos próximos anos, a renda variável segue como opção. O risco real, segundo Ruiz, é a perda permanente de capital.

Perspectivas de investimento e seletividade

Para quem está começando, Ruiz recomenda investir a longo prazo, com foco em fundos para manter exposição à inflação. Na Europa, vê-se potencial em empresas de média e pequena capitalização, com recuperação de demanda.

Sobre ouro, o gestor afirma que funciona como reserva de valor de longo prazo, não como gerador de rentabilidade real. O metal é relevante quando bancos centrais reforçam compras, mas não substitui a criação de valor.

Horos se diferencia pela disciplina do processo: decisões por consenso, margem de segurança e necessidade de validação de cada tese antes de investir. A gestão baseada em risco e proteção de capital é prioridade no cenário atual.

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