- Moody’s Analytics afirma que a Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, no México e no Canadá, deve ser uma das edições mais caras para torcedores, com ingressos bem acima do que ocorreu em 2022 no Catar.
- Na fase final de venda, o ingresso mais caro já chega a US$ 10.990; o preço inicial da final era de US$ 6.370, com conversão atual aproximando-se de dezenas de milhares de reais.
- O custo total para quem viajar e acompanhar o torneio aumenta devido a hospedagem, alimentação e transporte, com estimativas de viagem de sete dias a partir de Miami variando entre R$ 8.680 (scenario econômico) e acima de R$ 30.400 (cenário de luxo).
- O impacto no Produto Interno Bruto (PIB) deve ser limitado: EUA ~0,05%, Canadá ~0,07% e México ~0,13%, somando cerca de 0,056% para a América do Norte.
- Principais riscos: guerra no Oriente Médio pode elevar custos de alimento e transporte, e políticas migratórias mais rígidas podem reduzir turismo; porém mais seleções, calendário de verão e eventos paralelos podem ampliar impactos.
A Copa do Mundo 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, tende a ser uma das edições mais caras para torcedores, segundo a Moody’s Analytics. O estudo aponta ingresso mais caro e custos adicionais com viagem.
A cobrança de ingressos já mostra alta passagem de preço. O valor da final, que começava em US$ 6.370, chegou a US$ 10.990 no site oficial, com a conversão próxima de R$ 31,8 mil a 54,8 mil. A comparação com 2022 é de alta expressiva.
A Moody’s expõe que o torneio envolve três países e um continente, ampliando gastos com deslocamento, hospedagem e alimentação. O impacto não se limita ao preço do ingresso, mas ao custo total da participação dos torcedores.
Impacto econômico limitado
Mesmo com custos elevados para torcedores, a contribuição para o PIB será modesta. A projeção aponta 0,05% de impacto nos EUA em 2026, 0,07% no Canadá e 0,13% no México. Somados, cerca de 0,056% para a América do Norte.
A análise destaca uso de infraestrutura existente, como estádios de futebol americano nos EUA, para conter despesas. Os efeitos positivos tendem a ser pontuais e não alteram significativamente o crescimento regional.
Riscos
Entre os riscos de baixa, a Moody’s cita possível agravamento de conflitos no Oriente Médio e medidas migratórias mais restritivas nos EUA, que podem reduzir o turismo. Esses fatores podem elevar custos de alimentos e transporte.
Em contrapartida, fatores de alta existem: aumento do número de seleções, calendário no verão e eventos paralelos, que podem ampliar o impacto econômico além das estimativas iniciais. Fontes: Moody’s Analytics, com apoio de levantamento da EXAME/Nomad.
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