- Navio chinês com mais de 800 toneladas de equipamentos partiu da China com destino a Salvador e deve atracar na segunda quinzena de maio, iniciando as obras em junho.
- A ponte Salvador-Itaparica terá 12,4 quilômetros de extensão sobre o mar, tornando-se o maior eixo de ligação dessa natureza na América Latina; 4,4 quilômetros de acessos ficarão na região.
- A instalação de uma plataforma de apoio submersa, tecnologia chinesa, reduzirá em cerca de Setenta por cento o número de embarcações necessárias para a construção.
- Abertura de licenças: alvarás solicitados recentemente; licenças ambientais já obtidas para a implantação da plataforma, aguardando autorizações municipais e do Inema para avançar.
- Emprego e produção: cerca de sete mil empregos previstos; material da obra será produzido no Brasil; previsão de início da fase de construção no mar para 2027, com inauguração prevista para 2031.
Um navio chinês, carregando mais de 800 toneladas de equipamentos, partiu da China no dia 30 de março com destino a Salvador, na Bahia. A embarcação traz 44 contêineres de materiais para as primeiras etapas da ponte que ligará Salvador à Ilha de Itaparica.
A previsão é que o navio chegue à cidade na segunda quinzena de maio, permitindo o início das obras em junho. A ponte terá 12,4 quilômetros de extensão, configurando o maior eixo de ligação sobre o mar já feito na América Latina.
Inicio da construção e alvarás
A concessionária Ponte Salvador-Itaparica, formada pelas estatais CCCC e CRCC, solicitou os alvarás para iniciar trabalhos na Baía de Todos-os-Santos. Os documentos foram entregues às prefeituras de Salvador e Vera Cruz e devem ter parecer em até 30 dias.
O contrato prevê conclusão em cinco anos, com inauguração prevista para junho de 2031. A concessionária administrará a estrutura por mais 29 anos, totalizando 35 anos de contrato, incluindo um ano dedicado ao licenciamento.
Tecnologia e logística da obra
A remessa será usada para montar uma plataforma lateral fixada ao fundo do mar, que apoiará a construção da ponte. A tecnologia é inédita na América Latina. A plataforma reduz o número de embarcações necessárias em 70%, segundo a concessionária.
A fase de implantação já tem licenças ambientais; dependem apenas os alvarás das prefeituras e a autorização do Inema para a instalação da ponte. No segundo semestre, chegam mais oito equipamentos da China para apoio ao projeto.
Impacto local e empregos
Parte dos materiais da obra será produzido no Brasil, com contratação local. Estima-se a criação de cerca de 7.000 postos de trabalho diretos e indiretos na região do projeto. O empreendimento também prevê custos de produção de concreto em grande escala, com uso de estaleiro em Maragogipe para pré-moldados.
O pedágio para a travessia deverá ficar próximo do valor praticado hoje pela ferry-boat. Hoje, carro pequeno paga cerca de R$ 64,70 em dias úteis e R$ 91,70 nos fins de semana. A travessia dura aproximadamente uma hora, com filas comuns no embarque.
Cronograma e desdobramentos futuros
A etapa de instalação da plataforma é o marco formal de início, mas a execução da ponte no mar está prevista para começar apenas em 2027, com o avanço das obras estruturais. Além da ponte, o projeto inclui acessos viários na capital, túneis, viadutos e uma via expressa de 22 quilômetros na ilha.
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