- Murtra reuniu cerca de setecentos diretores em Madrid para iniciar a fase operativa do plano Transform & Grow.
- O objetivo é abandonar a fase de planejamento e partir para resultados tangíveis, com foco na velocidade de resposta ao mercado e na tomada de decisões rápidas e com riscos controlados.
- O plano tem cinco eixos prioritários: liderança na Europa, inovação competitiva, melhoria da proposta de serviços ao cliente, gestão financeira mais rigorosa e fortalecimento institucional.
- O encontro destacou o papel da inteligência artificial e de novas tecnologias, com a empresa buscando atuar como facilitadora de digitalização segura e de qualidade; as unidades da Espanha, Brasil, Alemanha e Reino Unido mostraram a necessidade de adaptar o modelo de negócio e acelerar a operação.
- O evento, transmitido globalmente em inglês e espanhol, terminou com o apelo a cada time ampliar o próprio impacto; a presença de executivos foi menor do que em ações anteriores, em razão da venda de ativos na Hispanoamérica, incluindo a saída do México, e da ainda não confirmação de venda da Venezuela.
Marc Murtra convoca cerca de 700 diretores da Telefônica para iniciar a fase operativa do plano Transform & Grow
Em Madrid, o presidente do grupo, Marc Murtra, reuniu aproximadamente 700 executivos no Movistar Arena em um Leadership Event para acelerar a execução do plano estratégico Transform & Grow. Foi o primeiro grande encontro interno desde sua posse, em janeiro de 2025.
A expectativa é abandonar a fase de planejamento em favor de resultados tangíveis e maior velocidade de resposta ao mercado. Murtra enfatizou que a transformação depende de decisões concretas e de uma atuação ágil dos quadros de comando, sem dilação.
O foco central foi mudar a cultura corporativa para a execução. O presidente destacou que a liderança deve promover uma cultura de alto impacto, evitar mudanças inócuas e buscar crescimento conjunto, com atuação rápida e incisiva.
Rigidezes estruturais e melhoria da agilidade
Apesar de reconhecê-la como uma operadora com ativos diferenciais em escala, rede e talento, Murtra apontou rigidez estrutural a ser corrigida. O objetivo é simplificar a organização para ganhar agilidade e ampliar a capacidade de acesso às tecnologias digitais.
Transform & Grow se organiza em cinco eixos prioritários: liderança no mercado europeu, inovação competitiva, melhoria da proposta de serviços, gestão financeira mais rigorosa e fortalecimento institucional da operadora. A visão é competir com blocos tecnológicos dos EUA e da China na Europa.
Inteligência artificial, métricas e operações
A presença de IA e novas tecnologias ganhou destaque, com a Telefônica sendo posicionada como garantidora de acesso seguro à digitalização. Murtra pediu aos diretores que atuem de forma proativa, sem depender de um ambiente externo estável.
Após a fala de Murtra, o CEO Emilio Gayo detalhou a tradução das diretrizes em métricas operacionais, ressaltando a necessidade de acelerar a execução em cada mercado para impactar a conta de resultados. Executivos regionais participaram ativamente do alinhamento.
Eficiência local, tecnologia e talentos
Responsáveis pelas unidades da Espanha (Borja Ochoa), Brasil (Christian Gebara), Alemanha (Santiago Argelich) e Reino Unido (Lutz Schüler) concordaram que o modelo de negócios exige adaptação contínua e excelência operacional diária. As áreas de Telefônica Tech e Inovação destacaram cibersegurança e inteligência de dados como motores de crescimento.
Outras áreas — Pessoas, Regulação e Finanças — destacaram talento humano e disciplina financeira como pilares para sustentar o crescimento. O evento foi transmitido via streaming em inglês e espanhol para toda a equipe global.
Encerramento e apelo à responsabilidade individual
Murtra encerrou fazendo um apelo à responsabilidade individual, sem depender apenas do comitê executivo. O crescimento da empresa deve vir do desempenho de cada equipe e de cada pessoa, com ambição e iniciativa.
Entre as motivações para o encontro, houve a redução do quadro internacional da Telefônica em função de desinvestimentos na Hispanoamérica, incluindo a saída do mercado mexicano e a indefinição sobre a venda da operação venezuelana.
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