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Preços de energia abaixo de zero e guerra pressionam promotores fotovoltaicos

Com preços de venda a zero ou negativos e juros em alta, bancos reduzindo crédito; promotores com ativos prontos para construir somam quase 53 megavatios ociosos

Planta fotovoltaica de la Comunidad de Regantes Santa María Magdalena de la localidad jienense de Mengíbar.
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  • O boom das renováveis acelerou investimentos na Espanha, mas muitos promotores entraram com pouco lastro financeiro; bancos fecham crédito e o mercado de contratos de compra de energia (PPA) está praticamente parado, com preços entre 15 e 20 euros por megavatio-hora para grandes grupos.
  • O preço da energia no mercado maiorista tem ficado próximo de zero ou negativo desde 2023, puxado pela queda da dependência do gás e pela alta geração solar ao longo do dia, especialmente no meio-dia e na primavera.
  • Em março, o preço médio da luz ficou acima de quarenta euros por megavatio-hora apenas, com geração solar contribuindo para reduzir a demanda das centrais a gás; curtailments — energia descartada pela rede — aumentam conforme a rede fica sem capacidade.
  • Projetos com autorização de conexão, mas sem produção, somam aproximadamente cinquenta e três megavatos, mais do que a capacidade instalada atual; há preocupação de que muitos órgãos estejam sem ativos operacionais para vender ou refinanciar.
  • Há expectativas de medidas públicas semelhantes às adotadas no Reino Unido e na Alemanha, como leilões para assegurar receitas estáveis para renováveis; na Espanha, as autoridades ainda não anunciaram ações iguais, enquanto a demanda elétrica caiu 1,8% em março.

El mercado eléctrico espanhol vive uma fase de custos elevados para quem investe em energia renovável, e preços agressivos no mercado mayorista complicam o cenário. Bancos cortaram a linha de financiamento, enquanto alguns investidores oportunistas e de longo prazo permanecem ativos. Estão sob pressão promotores com projetos prontos para entrar em operação, mas sem produção.

Dados oficiais indicam que quase 53 gigawatts de geração fotovoltaica conectada não está operando. A cifra supera a potência instalada que já está em funcionamento e evidencia um gargalo no ciclo de venda de ativos e na rotação de carteira de investimentos. Profissionais do setor destacam a dificuldade de financiamento neste ambiente.

O contexto é agravado pela queda de demanda e pela volatilidade dos preços. Em março, o preço médio do megavatio-hora ficou próximo de 40 euros, marcando queda frente ao ano anterior. A queda está associada à menor dependência do gás e à ampliação da produção de energia renovável durante a crise geopolítica.

Especialistas apontam que o custo de crédito elevado encarece os projetos. Bancos restringem a concessão de financiamento para que parques entrem em operação e possam ser vendidos a preço que amortize prejuízos. A situação favorece apenas operações com maior previsibilidade de receita, como projetos integrados a baterias ou a atuação com outras fontes.

A situação levou a uma onda de recortes e reestruturações. Investidores procuram parceiros para capitalizar balance sheets diante de juros em alta e expectativa de novas altas. Há quem veja oportunidade para investidores com visão de longo prazo, especialmente em mercados asiáticos.

Subvenções e incentivos aparecem como uma possível resposta. Analistas sugerem que governos adotem mecanismos para garantir rendas estáveis, possibilitando novas rodadas de leilões e contratos de longo prazo (PPA). A prática busca sustentar a renovação da oferta e evitar cortes significativos na produção.

No momento, as autoridades estudam medidas para estimular a expansão de redes de distribuição e armazenamento. A ideia é reduzir desperdícios de energia, conhecidos como curtailments, e melhorar a integração entre geração renovável, baterias e hidrelétricas. A demanda por ações nessa área ganha força entre operadores e consumidores.

Enquanto isso, a demanda agregado de energia caiu 1,8% em março, segundo a rede de operadores. O setor elétrico cobra um impulso estratégico para sustentar o ritmo de elevação da eletrificação industrial, de transportes e de infraestruturas de climatização. O horizonte continua desafiador para o curto prazo.

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