- Ações globais caem nesta quinta-feira, com impasse nas negociações de paz no Oriente Médio.
- O Brent subiu para cerca de US$ 104,50 o barril, após EUA e Irã manterem bloqueado o Estreito de Ormuz.
- Futuros do S&P 500 caíram 0,6%, mesmo após o índice ter fechado a sessão anterior em recorde.
- Em pré-mercado, fabricantes de semicondutores sobem, com Texas Instruments avançando cerca de 10%.
- Empresas relevantes devem divulgar results nesta quinta-feira, entre elas American Airlines Group, Lockheed Martin e Intel.
Os mercados globais operam em queda nesta quinta-feira, 23 de abril, diante do impasse nas negociações de paz no Oriente Médio. O petróleo volta a subir acima de US$ 100 por barril, pressionando ativos de risco.
O S&P 500 caiu 0,6% ao longo do pregão, após ter registrado um recorde na sessão anterior e acumulado ganhos superiores a 9% em abril, impulsionado por resultados fortes de empresas e pela sequência de alta de fabricantes de chips.
O Brent aumentou 2,5%, chegando a cerca de US$ 104,50 o barril. EUA e Irã seguem com bloqueio do Estreito de Ormuz, sem avanços em novas negociações para reduzir as tensões na região.
Desempenho de ações e setores
Fabricantes de semicondutores mantêm a trajetória de alta no pré-mercado, com a Texas Instruments liderando com cerca de 10% de valorização, impulsionada pela demanda de data centers. Em contrapartida, empresas de software recuam após a ServiceNow sinalizar adiamento de contratos.
Entre as companhias que devem divulgar resultados hoje estão American Airlines Group, Lockheed Martin e Intel. O ambiente de ganhos corporativos sustenta parte do movimento, mesmo com o recuo global.
Analistas destacam que a ausência de progresso nas negociações EUA-Irã pode reverter ganhos recentes de ações, exigindo avanços decisivos para sustentar novas altas. Mesmo assim, os resultados divulgados até agora ajudam a fundamentar o mercado.
Destaques internacionais e perspectivas
As bolsas de referência na Europa e nos EUA exibem movimentos de ajuste diante do impasse no Oriente Médio. A recuperação anterior foi apoiada por resultados positivos de setores variados; porém, o cenário geopolítico gera cautela entre investidores.
Na manhã desta quinta, houve forte alta da L’Oréal, com as ações saltando até 9,8% em Paris, após crescimento de 7,6% nas vendas do 1º trimestre, impulsionado por produtos profissionais e dermatológicos. China apresentou resultados abaixo do esperado.
A Heineken registrou queda de 0,8% nos volumes no 1º trimestre, citando fraca demanda na Europa e nas Américas. Apesar de manter as metas, a empresa enfrenta custos elevados e ambiente desafiador.
No campo de tecnologia, o Boston Consulting Group destacou que serviços de IA representaram 25% da receita em 2025, com expansão de contratações e projetos. A receita da empresa subiu 7%, com a IA como principal vetor de crescimento.
Observação sobre o panorama
A narrativa de curto prazo aponta para volatilidade enquanto sinais de resolução no Oriente Médio não aparecem. Investidores monitoram resultados corporativos e políticas de commodities para calibrar posições.
Veja mais informações em Bloomberg.
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